Um novo medicamento chamado pertuzumabe pode estender a vida de pacientes com um tipo agressivo de câncer de mama, que responde por 20% dos casos no mundo da doença em mulheres. A novidade foi apresentada nesta semana em um dos maiores congressos sobre o tema em San Antonio, nos Estados Unidos.
Estudo clínico com a droga - feita a partir de células vivas - foi conduzido com 808 pacientes de 24 países no mundo e do Brasil, todas com um tumor que já havia se espalhado por outras partes do corpo. Esse estágio da doença é conhecido como metástase e é considerado grave.
A "força" do tumor das participantes estava ligada a uma proteína produzida por humanos chamada HER 2. Um gene com o mesmo nome é o responsável por regular a produção da substância. Quando esta parte do DNA é alterada, o número de proteínas HER 2 sobe e faz as células na região dos seios começarem a desenvolver câncer. Médicos afirmam que no caso de metástase, não existe chance de cura para esta versão da doença.
Os dados dos testes foram apresentados na edição na internet da revista "New England Journal of Medicine", uma das principais publicações médicas do mundo.
Para o médico oncologista Antonio Buzaid, chefe-geral do Centro de Oncologia do Hospital São José, do grupo Beneficência Portuguesa, a droga é importante nas pesquisas sobre este tipo de câncer de mama.
"Para casos em geral, o avanço é modesto. Mas para pacientes com HER 2 positivo, a melhora é bem mais significativa", diz o especialista.