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SUS fará troca gratuita de próteses de silicone de empresa francesa

06 de janeiro 2012 - 10h57 Por Redação Douranews, com G1
SUS fará troca gratuita de próteses de silicone de empresa francesa

Um alívio para milhares de brasileiras que implantaram próteses de silicone de uma marca francesa: o Sistema Único de Saúde vai fazer de graça a troca da prótese, mas só para casos de cirurgia reparadora e não estética.

Alguns anos depois de colocar próteses de silicone, a dona de casa Ieda Alves sentiu dores. Procurou o médico e descobriu que a prótese havia rompido. Teve de passar por uma nova cirurgia para retirada da antiga prótese e colocação de uma nova.

Logo depois, a dona de casa descobriu que a prótese que havia rompido era da marca francesa PIP, empresa que foi processada na França por fraude. Em vez de silicone médico, a PIP recheava as próteses com silicone industrial, material com impurezas e que pode causar uma série de inflamações. Ieda Alves quer entrar na Justiça contra o fabricante.

“Vou entrar, sim. A tensão, a preocupação de ter que passar pelo centro cirúrgico duas vezes”, afirma a dona de casa Ieda Alves.

Mas a empresa está fechada pelas autoridades de saúde da França desde 2010. O dono está foragido. Antes do processo, a francesa PIP era a terceira maior fabricante de silicone médico do mundo. No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mandou recolher dez mil próteses que estavam na empresa que importava e distribuía o material da PIP. Desde 2001, 25 mil próteses da fábrica francesa foram usadas em 12,5 mil mulheres do Brasil.

O Ministério da Saúde informou que só as brasileiras que colocaram as próteses francesas de silicone PIP, por problemas de saúde como reconstrução da mama depois de um câncer, devem procurar o Sistema Único de Saúde (SUS) para serem avaliadas por um medico. Se as próteses tiverem alguma ruptura, as pacientes poderão fazer a troca gratuitamente.

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica recomendou aos médicos que usaram as próteses da PIP a contatar suas pacientes. A cirurgia de retirada não é urgente, mas quem colocou as próteses por motivos estéticos e não tem direito aos exames de avaliação ou cirurgia pelo SUS deve procurar o médico e fazer um exame para ver se houve rompimento da prótese.

“Não é uma bomba, não é venenosa. Todas um dia terão de ser retiradas. Não há urgência. Tem que procurar um médico e ver a ocorrência ou não de problemas com a prótese, para decidir o que vai fazer”, explica José Horácio Aboudib, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.