O grupo, que representa 39 instituições de pesquisa de todo o mundo, propõe a realização de um fórum científico internacional sobre o tema, mas defende a continuação dos estudos e a publicação dos resultados.
Em dezembro, um conselho de biossegurança ligado ao governo dos Estados Unidos solicitou aos pesquisadores que alterassem seus trabalhos científicos originais antes da publicação, de modo a omitir pontos-chave da pesquisa que descreveriam as alterações do genoma do vírus responsáveis pelo aumento na capacidade de contágio.
O conselho teme a utilização do estudo por terroristas dispostos a criar uma arma biológica. Os pesquisadores admitem que a preocupação das autoridades governamentais e da população tem fundamento. “Reconhecemos que a comunidade científica deve esclarecer os benefícios dessa importante pesquisa e as medidas adotadas para diminuir possíveis riscos”, afirma o artigo publicado ontem, que reúne pesquisadores de oito países.
Dois grupos de cientistas conseguiram produzir em laboratório um vírus da gripe aviária que pode ser transmitido pelo ar entre furões, uma espécie de mamífero. O microrganismo não foi testado em pessoas, mas há uma boa probabilidade de que ele também seja altamente contagioso para humanos.
Furões são considerados os modelos mais próximos dos homens em testes clínicos do aparelho respiratório.