Uma nova técnica com células-tronco retiradas da gordura do próprio paciente promete aumentar a eficiência dos enxertos penianos em cirurgias, publica hoje (24) o portal G1. A ideia do estudo publicado pela revista científica “Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS)” é melhorar as cirurgias de reconstrução do órgão sexual masculino.
Os cientistas usaram dois grupos de ratos nas pesquisas. O primeiro passou por uma cirurgia com os enxertos de células-tronco. O segundo, com o procedimento normal, que usa apenas células da mucosa do intestino.
Os do primeiro grupo mostraram melhora significativa em relação aos outros. Eles não só ficaram com o pênis maior do que os dos demais como também tiveram mais ereções.
Esse implante é feito em uma parte do pênis conhecida como túnica "albugínea", uma camada que envolve o corpo cavernoso -- a parte que recebe o sangue e aumenta de volume durante a ereção. Portanto, a túnica albugínea precisa funcionar bem para que o homem consiga manter uma ereção.
Na nova técnica, células-tronco retiradas da gordura do próprio paciente são adicionadas à mucosa no enxerto. Nos ratos, esse tratamento “induziu fatores que acentuaram o suprimento de sangue, a restauração dos tecidos e a função erétil”, afirmou Wayne Hellstrom, da Universidade Tulane, em Nova Orleans (EUA), um dos autores do estudo.
Como os testes foram feitos apenas em ratos, seria preciso aperfeiçoar a técnica antes de aplicá-la em humanos.
Aplicação
O foco de Hellstrom e sua equipe é o tratamento da doença de Peyronie, que, segundo ele, afeta entre 3% e 9% dos homens. Nessa doença, que não é sexualmente transmissível, formam-se placas na túnica albugínea.