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Substituir carne vermelha por outros,diminui o risco de AVC

30 de janeiro 2012 - 12h34 Por Redação Douranews
Substituir carne vermelha por outros,diminui o risco de AVC

Uma dieta rica em proteínas pode trazer benefícios à saúde, mas tudo depende do tipo de proteína consumido. Segundo estudo da Harvard School of Public Health, consumir carne vermelha em excesso aumenta o risco de acidente vascular encefálico (conhecido como AVE ou AVC), enquanto consumir aves diminui a probabilidade. Os resultados foram publicados no periódico Stroke.

A conclusão veio de mais de 20 anos de estudo, com análise de aproximadamente 1.400 homens e 2.600 mulheres que tiveram derrame. Para verificar a influência de diversos tipos de proteínas alimentares em casos de AVEs, os pesquisadores dividiram os participantes do estudo de acordo com a quantidade ingerida de carne vermelha, aves, peixes, laticínios e outras fontes de proteínas.

Homens que comiam mais de duas porções de carne vermelha por dia - quantidade considerada a maior dentro das ingeridas dentro do estudo - tinham risco 28% maior de sofrerem um acidente vascular encefálico, em comparação àqueles que comiam, em média, um terço de porção de carne vermelha por dia - considerada a menor porção dentro do estudo. Os pesquisadores consideraram uma porção de carne vermelha como 100 a 170g de carne.

Entre as mulheres, aquelas que comeram até duas porções de carne vermelha por dia tiveram um risco 19% maior de sofrer derrames do que aquelas que comem menos de metade de uma porção diariamente. Um aumento de 19% no risco de AVE significa que, em vez de 26 a cada 1.000 pessoas sofrerem da doença, 31 a cada 1.000 provavelmente passarão por isso.

Coma menos carne vermelha e viva mais

 

Essa mesma relação de risco foi observada com o consumo de carnes processadas de maior consumo e maior risco de mortalidade. No caso da carne branca, os resultados foram exatamente opostos. A quinta parte das pessoas que mais ingeria carne branca tinha menor risco de mortalidade geral, assim como por doenças cardiovasculares e câncer, quando comparada à quinta parte que menos comia carne branca.

Os pesquisadores calculam que entre 11 e 16 % das mortes poderia ser evitada se as pessoas comessem menos carne vermelha, e a redução do risco de mortalidade por doenças cardiovasculares poderia chegar a 21%. As carnes vermelhas contêm grande quantidade de gordura saturada que por sua vez está associada ao aumento dos níveis de colesterol, da pressão arterial e do risco de câncer. As carnes vermelhas ainda possuem reconhecidos compostos carcinogênicos, que podem ser ainda mais concentrados nas carnes processadas.

Para o neurologista Ricardo Teixeira, não é o caso de radicalizar e recomendar que todo mundo adote a dieta vegetariana. Limitar o consumo de carnes vermelhas e processadas a menos de 10% das calorias diárias já é o suficiente. Nesse sentido, dietas com altos teores de carne vermelha como fonte de proteína (ex: dieta do "Dr. Atkins") não garantem bons resultados à saúde quando se pensa a longo prazo.