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Dourados entra em alerta geral para tentar evitar a dengue tipo 4

13 de março 2012 - 21h21 Por Redação Douranews
Dourados entra em alerta geral para tentar evitar a dengue tipo 4

O CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) e o Departamento de Vigilância em Saúde alertam a população de Dourados sobre o risco da entrada da dengue tipo 4 e intensificam as ações de prevenções e bloqueio para evitar uma epidemia provocada pelo novo sorotipo da doença, informa a assessoria de comunicação do Município.

O objetivo das ações da saúde pública, aliada ao apoio da população, é quebrar o ciclo de infestação do mosquito Aedes aegypti. Dourados, como qualquer cidade do Brasil, corre risco de epidemia, já que o vírus tipo 4 não circula no Brasil há pelo menos 20 anos, o que deixou a população vulnerável à doença.

As primeiras notificações de dengue 4 começaram a aparecer no ano passado em outros estados. Em Mato Grosso do Sul as duas primeiras confirmações ocorreram na semana passada em Campo Grande.

Em Dourados, a Secretaria municipal de Saúde afirma que não há, ainda, nenhum caso desse tipo de dengue e, no geral, a doença está controlada, com seis casos de dengue tipo I confirmados em 2012.

De acordo com a coordenadora do CCZ, Rosana Alexandre da Silva, quando são notificados casos de dengue ou pessoas com sintomas, as equipes vão até o bairro para fazer o bloqueio com inseticida. Também verificam a presença de larvas em depósitos de água parada e fazem e eliminação.

Outra forma de controle, segundo o diretor de Vigilância em Saúde Eduardo Arteiro Marcondes, é feita diariamente pelas equipes de educação em saúde, através de ações educativas em pontos de entrada e saída de Dourados, como o terminal rodoviário, aeroporto e empresas com fluxo diário de caminhões e carretas.

O objetivo é informar às pessoas que chegam à cidade sobre a necessidade de procurar ajuda médica imediatamente em caso de sintomas da dengue. “Dessa forma podemos iniciar o tratamento em caso de resultado positivo, e evitar a contaminação de outras pessoas, além de fazer o bloqueio à doença nos locais onde esses visitantes vão permanecer temporariamente”, afirmou Marcondes.

A Prefeitura também intensificou os mutirões nos bairros, envolvendo agentes de endemias e outros profissionais da saúde, com objetivo de informar a população sobre a necessidade de evitar depósitos de água parada. Os agentes entram na propriedade para verificar a existência de larvas ou criadouros e fazer a eliminação.

Punição e alerta geral

Em casos críticos o morador é notificado para providenciar a limpeza do imóvel. Construções e terrenos baldios também são fiscalizados. Moradores que descumprirem as normas estão sujeitos à multa que varia de R$ 500 a R$ 900, com base na Lei da Dengue. O proprietário de terreno baldio que for notificado e não fizer a limpeza terá de pagar pelo serviço executado pela Prefeitura e ainda será multado.

Uma parceria entre as Secretarias de Meio Ambiente e de Saúde vai tornar mais rigorosa a punição a quem não tomar cuidados para evitar a proliferação da dengue. “Se ficar comprovando que o mosquito da dengue apareceu no local por problema ambiental, a punição será mais ainda rigorosa”, afirma Marcondes.

Para intensificar os trabalhos de prevenção à dengue, a Secretaria municipal de Saúde chamou no início deste mês mais dez pessoas que passaram em concurso público para ocupar cargos de agentes de endemias e integrar as equipes que atuam nos bairros.

De acordo com Eduardo Arteiro, a Prefeitura está utilizando todos os meios para evitar uma epidemia na cidade. Entretanto, é necessário a participação direta da população, para cuidar do seu espaço de convívio. Ele reforça a necessidade de as pessoas evitarem ser picadas pelo mosquito. Uma das formas, além de evitar a criação do inseto, é utilizando repelentes.

Para o diretor de Vigilância em Saúde, a maior chance de controlar a doença é impedir a criação do mosquito. “Não há como evitar. O vírus vai chegar a Dourados.  A Prefeitura está fazendo a sua parte, mas o morador tem que cuidar de si e da sua casa, pois só dessa forma poderemos controlar uma epidemia de dengue 4 em Dourados”.