Buscar quarta-feira, 2 de setembro de 2026
(67) 99913-8196
Dourados
14°C
Saúde

Distúrbios de visão evoluem para cegueira em 1,5 milhão de brasileiros

14 de março 2012 - 17h20 Por Redação Douranews
Distúrbios de visão evoluem para cegueira em 1,5 milhão de brasileiros

O vice-presidente da Sociedade Brasileira de Oftalmologia e consultor do Instituto Varilux da Visão, Marcus Sáfady, alertou hoje (14) que, dentre os 4 milhões de brasileiros com problemas de deficiência visual, é preciso cuidado especial em relação aos idosos. “Eles são os mais afetados por problemas visuais, pois suas estruturas oculares sofreram numerosos danos com o passar dos anos. Logo, é de suma importância a realização de exames oftalmológicos frequentemente”, afirma.

A perda da visão, uma das causas mais incapacitantes para o ser humano, já contabiliza, segundo dados da OMS (Organização Mundial de Saúde), em torno de 1,5 milhão de cegos no Brasil e os distúrbios oculares tendem a aumentar com o avanço da idade. As taxas de cegueira em pessoas acima de 80 anos, por exemplo, são de 15 a 30 vezes maiores do que entre as pessoas de 40 a 50 anos.

O médico Marcus Sáfady alerta ainda para três patologias que podem levar à cegueira em pessoas acima dos 60 anos: a catarata, o glaucoma e a retinopatia diabética.

A catarata é a opacidade do cristalino, que com o tempo ele vai ficando menos transparente e a visão começa a ficar mais difícil. Este quadro pode piorar até que fique impossível enxergar sendo inevitável a cirurgia. Já o glaucoma provoca lesão no nervo ótico e pode levar à cegueira irreversível se não detectado a tempo. E a retinopatia diabética, que é mais comum em pessoas que têm o diabetes há mais de 20 anos, é caracterizada pela alteração dos vasos sanguíneos ocasionando má circulação na retina, que pode resultar em queda de visão gradual, seguidos, muitas vezes, por queda de visão de forma abrupta.

Por isso, Sáfady considera que é importante a disponibilidade de serviços especializados em atendimento aos idosos aumente na mesma proporção do crescimento desta população. “A assistência a este tipo de paciente requer hospitais especializados, além de equipes multidisciplinares, capazes de atendê-los e orientá-los de uma forma global”, observa.