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Laboratórios se unem para disputar mercado de biomedicamentos

24 de março 2012 - 15h22 Por Redação Douranews
Laboratórios se unem para disputar mercado de biomedicamentos

O Brasil passará a ter um representante no mercado global de biomedicamentos (remédios produzidos com base em células vivas), segmento que movimenta cerca de US$ 160 bilhões anuais e cresce em média 12% ao ano no mundo. Essa posição será ocupada pela BioNovis, uma joint venture entre os laboratórios brasileiros Aché, EMS e União Química, além da Hypermarcas, que também atua no mercado farmacêutico. As informações são do Estadão.

A nova companhia surge com pretensões de se tornar a maior indústria farmacêutica do Brasil e de aproveitar uma lacuna no mercado nacional. Segundo o presidente da BioNovis, Odnir Finotti, o Brasil importa cerca de R$ 10 bilhões por ano em biomedicamentos, sendo que aproximadamente 60% desse montante é desembolsado diretamente pelo governo brasileiro.

Segundo Finotti, o Brasil é totalmente dependente de biofármacos importados. É o caso, por exemplo, do medicamento Etanercept, usado no tratamento de artrite reumatoide. Para oferecer esse medicamento aos brasileiros, o governo desembolsa R$ 600 milhões por ano, segundo o executivo. "Nenhum país deveria ter tamanha dependência. Se as praças de produção ficarem interditadas, falamos de um colapso mundial", disse.

A produção de biomedicamentos está concentrada em países desenvolvidos, como EUA, Alemanha e Suíça, além de potências asiáticas. Por isso, os parceiros decidiram que a nova empresa não poderá ser vendida futuramente a grupos estrangeiros. A BioNovis será controlada pelos quatro sócios, na proporção de 25% cada, e somente outros parceiros brasileiros poderão ingressar no bloco de controle.