Assim como o crack entrou de forma silenciosa na vida de muitas famílias douradenses há cerca de dez anos e hoje vem provocando muita dor e destruindo jovens e também pessoas adultas, outro tipo de droga também proveniente do território paraguaio e também boliviano, está chegando sem que as autoridades competentes ligadas à área de saúde tomem uma providencia para se combater principalmente a venda indiscriminada destes produtos de laboratórios que são na maioria das vezes clandestinos ou exportados de outros países.
Tais drogas [os famosos “comprimidinhos” que funcionam como estimulantes sexuais] estão em alta principalmente nos meios das classes média e alta, principalmente nos finais de semanas e feriados prolongados, quando os encontros amorosos são maiores principalmente nos motéis da cidade, envolvendo usuários de todas as faixas etárias.
Além de farmácias, apuramos que está havendo um grande aumento de vendas destes estimulantes sexuais entre os camelôs com barracas fixas, lanchonetes que trabalham à noite inteira, alguns motéis e também por vendedores ambulantes sem que as autoridades competentes busquem uma solução para se combater esta prática de comercialização ilícita e nociva à saúde humana.
Os estimulantes já a venda em várias partes de Dourados são genéricos do Viagra, como o Pramil e também o mais perigoso deles, o Cialis, facilmente adquiridos na fronteira do Brasil com o Paraguai e também agora com a Bolívia. Nas ruas de Ponta Porã e na divisa com Pedro Juan Caballero os produtos são comercializados indiscriminadamente.
Estes estimulantes que já estão fazendo parte da vida de muitos jovens e principalmente de adultos com idade entre 35 até 70 anos e que, segundo informações extra-oficiais, já causando vício e dependência pelo uso sem controle, além de provocar sérios problemas de saúde, e entre o mais grave, o infarto do miocárdio, que constantemente vem causando a morte de usuários após o uso deles para obter um maior desempenho sexual com suas parceiras ou parceiros.
O jovem, principalmente, conforme apuramos, está se utilizando destes estimulantes para mostrar o potencial sexual para a parceira. Já os adultos com idades na maioria das vezes já avançadas, e com parceiras ou parceiros mais jovens, vem utilizando os estimulantes para obter um maior tempo de ereção para satisfazê-las (ou a eles) como se ainda tivessem 18 anos.
Na cidade já é possível também saber que existem inúmeras pessoas que por razões desconhecidas, acabaram por ter, com o avanço da idade, um fraco rendimento na cama ou ficaram impotentes, passando a utilizar estes estimulantes sexuais.
Eles admitem estar usando os estimulantes para satisfazer parceiras ou parceiros, já que não conseguem mais naturalmente fazer com que o seu desempenho seja satisfatório na cama.
Estes estimulantes proibidos são facilmente adquiridos, livremente, em cidades paraguaias como Pedro Juan Caballero, Capitan Bado e Bella Vista do Paraguai entre outras, a preços convidativos, o que faz com que a procura seja maior principalmente por parte dos turistas brasileiros.
Nestas cidades paraguaias é possível ser abordados facilmente por vendedores ambulantes que ficam perambulando pelas ruas e avenidas, inclusive garotos com idade entre 12 e 18 anos, que sem constrangimento algum oferecem as cartelas dos estimulantes, principalmente o Pramil que é o verdadeiro genérico do Viagra e o Cialis cujo remédio oferece, aos interessados em usá-los, um efeito ainda mais prolongado.
36 horas de ereção
Em pesquisa no Google, é possível perceber que o Cialis, junto com o Viagra e o Levitra, forma a tríade de remédios inibidores da PDE5 (enzima 5-fosfodiesterase). A inibição dessa enzima permite que haja a ação óxido nítrico, que é a substância responsável pelo relaxamento da musculatura peniana e conseqüente ereção.

Cialis, o milagre da ereção por 36 horas, à venda de forma indiscriminada
A principal diferença do Cialis com relação ao Viagra e Levitra é a duração do efeito. Enquanto o Viagra tem efeito de aproximadamente seis horas e o Levitra de oito, o efeito do Cialis pode chegar a 36 horas, de acordo com informações do fabricante, o laboratório Eli Lilly.
Tendo como princípio ativo a Tadalafila, o Cialis é comercializado em comprimidos amarelos em forma de amêndoa e em doses de 10 e 20 miligramas.
De acordo com o fabricante, "estudos constataram que 81% dos homens que tomaram Cialis obtiveram melhora da ereção".
Efeitos colaterais
Os possíveis efeitos colaterais do Cialis são dor de cabeça, intolerância gástrica, congestão nasal, dor nas costas, dor muscular, tontura e rubor facial. Mas, assim como nos similares Viagra e Levitra, não são problemas graves e costumam desaparecer logo no início do tratamento.
Atenção: Em hipótese alguma, o Cialis pode ser utilizado por pacientes que estejam tomando medicação à base de nitrato, indicados para quem tem angina.
O mercado clandestino de medicamentos no país já está sem controle, assim como em Dourados e na região, pois hoje já é possível encontrar vendedores e também compradores com cartelas contendo 40 comprimidos do estimulador sexual masculino.
Muitos dos vendedores comemoravam o negócio com gargalhadas e até em muitos casos parabenizavam cada cliente pela compra dos estimulantes.
O Pramil é uma versão barata, paraguaia e proibida do Viagra. Um comprimido custa R$ 3, nove vezes menos do que os R$ 110 cobrados nas farmácias brasileiras pela cartela com quatro comprimidos do produto original patenteado pela centenária multinacional Pfizer, foi fundada em 1849, em Nova Iorque (EUA).
A versão paraguaia é produzida pelo laboratório Novophar, sediado em Assunção, no Paraguai, e sua comercialização está proibida no Brasil há três anos, conforme portaria datada de 6 maio de 2002, da Anvisa (Agencia Nacional de Vigilância Sanitária) que determinou a apreensão do medicamento que não tem registro no país.
Risco comprovado
Em Brasília, por exemplo, durante três dias a reportagem do Correio Brasiliense testemunhou a venda de 167 comprimidos, de cinco marcas diferentes, em quatro feiras de importados do Distrito Federal. A lei brasileira não permite o comércio de remédios em feiras. O delito, porém, aqui, é bem maior. Todos os medicamentos são paraguaios e nenhum está registrado na Vigilância Sanitária.