O mito de que sexo é uma atividade perigosa para pacientes cardíacos é que aflige suas vidas sexuais, mas um estudo mostra que apenas 1% dos enfartes ocorrem durante a relação sexual.
Por ano, são relatados 124 mil ataques cardíacos no Reino Unido. Destes, mais de 50 mil ocorrem em adultos com menos de 75 anos.
Especialistas culpam os médicos por não conversarem com pacientes e esclarecerem o momento certo para retomar a atividade sexual com segurança. Por isso, 40% das pessoas que já sofreram ataques cardíacos deixam a vida sexual de lado.
De acordo com o estudo, apenas dois em cada cinco homens e uma em cada quatro mulheres conversaram com seu médico sobre ter relações sexuais após o enfarte.
"Os médicos precisam entender o papel importante que desempenham em ajudar doentes com enfarte agudo do miocárdio. É preciso evitar o medo desnecessário de ter recaídas ou até mesmo da morte com o retorno à atividade sexual", explica a cardiologista Stacy Tessler Lindau, da Universidade de Chicago.