Começou por volta das 14h15na Gerência local do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) de Dourados a mesa de negociação envolvendo representantes do Sindicato dos trabalhadores do setor de enfermagem e do Sihesd, que congrega dirigentes dos hospitais e clínicas estabelecidos no Município.
Os trabalhadores reivindicam 15% de reajuste sobre o salário base, mais 40% de insalubridade sobre o salário mínimo e abono de assiduidade da ordem de 5% sobre o mínimo, entre outras clausulas das questões sociais previstas na Convenção Coletiva de Trabalho. Os empregadores afirmam que esse índice é insuficiente. A contraproposta não deve passar de 3%. A mesa de negociação está prevista para encerrar às 16 horas.
De acordo com a representante sindical dos trabalhadores em Dourados, Maria Francisca, a categoria está mobilizada em defesa do reajuste de 15%. Os enfermeiros reivindicam ainda uma folga de 6 horas a cada plantão de 12 horas trabalhado, vale-alimentação de R$ 300 e acomodação hospitalar adequada no ambiente de trabalho. Outra reivindicação é a promoção funcional, de auxiliar técnico a técnico e destes para o técnico de enfermagem.
“Impossível”
Os representantes do HE (Hospital Evangélico), maior empregador do setor hospitalar em Dourados, afirmam que “é impossível” repor os índices salariais acima da inflação medida pelo IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado). “Ainda mais que em breve será aprovada a jornada de 30 horas semanais para o pessoal, aí teremos que contratar pelo menos mais 30% de funcionários”, lembrou o diretor do HE, Marco Aurélio Areias.
Atualmente, o piso salarial do enfermeiro em Dourados é de R$ 1.738,90; o técnico ganha R$ 749,40 e o auxiliar ainda está com o mínimo de R$ 622,00. “Não temos condições de repor mais nada em termos de ganho real”, afirmou o diretor do Evangélico. Diretores do setor administrativo de outras unidades particulares participam da rodada. Do lado de fora, vários trabalhadores acompanham a movimentação.