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Saúde combate dengue em áreas de infestação com mais de 1%

13 de julho 2012 - 13h00 Por Redação Douranews
Saúde combate dengue em áreas de infestação com mais de 1%

A Secretaria municipal de Saúde, através do CCZ (Centro de controle de Zoonoses) resolveu intensificar o trabalho de combate à dengue nos bairros de Dourados com índice de infestação acima de 1% apontados no LIRAa (Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti).

Entre os dias 2 e 5 deste mês, as equipes do CCZ realizaram um trabalho mecânico e educativo no Jardim Itália e Altos da Monte Alegre. Nessas regiões o índice de infestação do Aedes aegypti, apontado pelo LIRAa, foi de 1,8%. Foram visitados 2.117 imóveis e localizados cinco focos do mosquito. Também foram verificados 34 terrenos baldios  e feitas 78 abordagens pela equipe de Educação em Saúde.

De acordo com o diretor de Vigilância em Saúde Eduardo Arteiro Marcondes, o objetivo do trabalho é conscientizar os moradores sobre a importância de fazer a limpeza dos quintais, alertar sobre a infestação do mosquito e os riscos que a população enfrenta se não houver colaboração de todos. “Nossa orientação é de que a dengue se combate todos os dias, com ações simples e diárias”, afirmou.

LIRAa

Marcondes explica que o LIRAa é uma ferramenta  desenvolvida para atender a necessidade dos gestores e profissionais que operacionalizam o programa de controle da dengue, disponibilizando informações entomológicas, antecedendo o período de maior transmissão e fortalecendo as ações de combate vetorial nas áreas de maior risco. “É um método de amostragem que obtém indicadores de maneira rápida, antes que aumente a infestação do mosquito”, explica.

Os critérios para delineamento da amostra do LIRAa são determinados através da densidade populacional, número de imóveis e quarteirões existentes.

Conforme o LIRAa, o índice geral de infestação do mosquito em Dourados é de 0,8%, considerado de baixo risco. Das oito regiões apontadas pelo levantamento, as mais afetadas são Jardim Itália com 1,8% e BNH III Plano com 1,7%. O restante está abaixo de 0,8%.

De acordo com o levantamento, 34,5% dos focos do Aedes aegypti ficam concentrados em lixo e outros resíduos sólidos, 31% em pequenos depósitos móveis, como vasos, plantas, bebedouros de animais, entre outros; 17,2% em pneus, 10,3% em depósitos de armazenamento de água ao nível do solo e 6,9% em depósitos fixos, como ralos e piscinas.