A crise no HU (Hospital Universitário) da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) por mais recursos vai continuar, mesmo com a liberação de aproximados R$ 5 milhões anunciados ontem (3) pelo reitor da instituição, professor Damião Duque de Farias.
Damião obteve, após audiências em Brasília, segundo a assessoria da UFGD, a garantia da liberação de R$ 3 milhões das parcelas já destinadas ao hospital via Rehuf (Programa de Reestruturação dos Hospitais Universitários) e de R$ 2 milhões do próprio MEC, como medida emergencial. A dívida do HU ultrapassa R$ 4,5 milhões, diz a instituição.
Segundo o reitor, os recursos assegurados não solucionam a crise no hospital que tem um déficit mensal de R$ 700 mil. “Paga a dívida existente, mas outra é gerada mensalmente”, afirmou.
O Conselho Gestor do hospital decidiu confirmar a redução gradual no atendimento da UTI (Unidade de Tratamento Intensivo). Pelo menos 20 leitos, das UTIs adulto e pediátrico e para o tratamento aos pacientes de HIV/Aids, estão suspensos. Cada leito de UTI custa aos cofres do hospital R$ 1,5 mil a R$ 4 mil por dia, dependendo da patologia e do tratamento do internado.
De acordo com o diretor geral do HU, professor Wedson Desidério Fernandes, é necessário estabelecer nova contratualização, elevando de R$ 2 milhões para R$ 3,3 milhões o repasse mensal do Fundo Municipal de Saúde e Administração Hospitalar de Dourados para custeio dos atendimentos prestados pelo hospital da UFGD.