Idade é quase uma questão de opinião. Pode mudar de acordo com o ponto de vista. Na cabeça da gente é uma; aos olhos dos filhos, outra. Na impressão dos amigos, uma terceira impressão. Há apenas 30 anos, os 50 anunciavam o início da velhice, inclusive pela própria fisiologia.
Atualmente, conforme mostra reportagem de capa da revista Época que circula neste final de semana, e graças aos avanços na saúde, nos costumes e no conforto material, a nova geração de 50 anos chega a essa fase com vitalidade, um gosto de novidade e a sensação de estar no auge da vida. Eles se sentem tão jovens como, há alguns anos, se sentia quem tinha 30, diz a revista.
“Há três décadas, o estado de saúde geral dos meus pacientes de 50 era o mesmo das pessoas de 70 que atendo hoje”, diz o geriatra João Toniolo Neto, da Escola Paulista de Medicina. “Não é exagero dizer que a maioria dos pacientes de 50 anos tem saúde e disposição mental dos de 35 daquela época”, completa.
As pessoas de 50 anos de hoje em nada lembram as da década de 1970. Muitas tem o corpo tão ou mais em forma que seus filhos adultos. Outras estão no pique para ter filhos (biológicos ou adotados), começar uma nova faculdade, um novo romance, uma nova empreitada ou qualquer outra aventura. É um fenômeno mundial.