Dourados mantém uma média de 50 casos de pessoas com a doença e a taxa de cura chega a 85%. Esse balanço foi apresentado pela enfermeira Célia Maria Valério Motta Nunes, coordenadora do Centro de Referência em Tuberculose e Hanseníase.
No final de semana, uma ação na Praça Antonio João voltada para a hanseníase marcou o dia de combate à doença. Célia Maria citou que em 2011 em todo o Estado foram registrados 737 casos, contra 838 em 2012. No município de Dourados foram 35 casos no ano passado contra 49 em 2011.
Equipes do Centro de Referência em Tuberculose e Hanseníase distribuíram material de divulgação, alertando sobre a doença, os sintomas, a prevenção e as formas de tratamento.
Célia Maria alerta que a hanseníase é contagiosa, principalmente entre pessoas com convivência mais próxima e, muitas vezes não se sabe que está com a doença. Ela explica que o sintoma confunde porque pode acontecer de ser apenas uma mancha ou uma dormência em determinada região do corpo.
Diante disso, a coordenadora pede atenção a situações semelhantes e orienta a procurar imediatamente assistência médica em caso suspeito. A hanseníase, segundo a enfermeira, pode ficar incubada por até 15 anos, mas a partir do momento em que o paciente começa a ser medicado, entra no processo de cura entre seis meses a um ano e deixa de passar para outras pessoas.