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Moka defende mais incentivo para levar médicos ao interior do País

14 de março 2013 - 19h28 Por Redação Douranews
Moka defende mais incentivo para levar médicos ao interior do País

“O Brasil precisa investir na interiorização de seus médicos”. O alerta foi feito pelo presidente da CAS (Comissão de Assuntos Sociais), senador Waldemir Moka (PMDB-MS), durante a reunião do colegiado, realizada ontem (13), em Brasilia.

Ao analisar dados do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde, o senador Moka lembrou que do total de médicos no país, menos de um terço está fora das regiões Sul e Sudeste.

“Os municípios do interior do país enfrentam dificuldades para atrair e fixar médicos. Os dados mostram que apenas 13% dos profissionais estão em municípios de até 50 mil habitantes, os quais correspondem a quase 90% das cidades brasileiras”, completou.


Ao comentar a densidade de médicos a cada 1.000 habitantes, o presidente da CAS ressaltou que a quantidade de médicos disponíveis é considerada baixa pelos critérios da OMS (Organização Mundial de Saúde). Segundo o parlamentar, a proporção, que deveria ser de 2,5 médicos por 1.000 habitantes no país, é de 1,5 por 1.000 habitantes em média, perdendo para países como Espanha, Portugal, Alemanha, Estados Unidos, Canadá, Cuba, Venezuela e Uruguai.

Os números divulgados pelo presidente da CAS comprovam que na região Sudeste a proporção é de 2,0 médicos para cada 1.000 habitantes. Já no Centro Oeste esta proporção cai para 1,6 médicos; no Nordeste é de 1,0 médico para cada 1.000 pessoas e no Norte, de 0,8.

Incentivo

O senador elogiou a expansão do Provab (Programa de Valorização dos Profissionais na Atenção Básica), criado pelo Ministério da Saúde para estimular a atuação de profissionais na atenção básica em periferias de grandes cidades, municípios do interior ou em áreas mais remotas.

O senador destacou o anúncio da nova versão do programa, o qual prevê o pagamento de bolsa federal para o médico no valor de R$ 8 mil mensais, atividade supervisionada por uma instituição de ensino e a obrigatoriedade de curso de pós-graduação prático-teórico com 12 meses de duração. Para os profissionais bem avaliados, o Provab 2 vai manter a bonificação de 10% nos exames de residência médica.