A Polícia Federal e os auditores da CGU (Controladoria-Geral da União) estão analisando o material encontrado em posse dos suspeitos de desviar recursos do SUS (Sistema Único de Saúde) após o cumprimento de mandados de busca no HU (Hospital Universitário) da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), HC (Hospital do Câncer), Neorad, escritórios de contabilidade, na empresa que possui contrato com o HU e nas residências do diretor do HC, Adalberto Siufi e da filha dele, que atuou como administradora do HC por cerca de 10 anos.
Mesmo com provas suficientes para pedir a condenação dos envolvidos, que incluem interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça, os documentos podem apontar a ocorrência de novos crimes. Segundo o superintendente da PF, Edgar Marcon, o trabalho não tem data para terminar.
O MPF (Ministério Público Federal) informou na manhã de hoje (21), em nota à imprensa, que todos os desdobramentos de investigação “Sangue Frio” permanecem sob sigilo, necessário ao resguardo das apurações e à preservação da imagem dos investigados.
“A realização de buscas e apreensão de documentos tem por finalidade a obtenção de provas para subsidiar as investigações que ainda não foram concluídas. Cabe destacar que, até o presente momento, nenhum dos investigados é alvo de acusação formal do Ministério Público Federal”, diz a nota.