Tendo como foco a prevenção da saúde pública, a Secretaria municipal de Saúde, seguindo orientação do prefeito Murilo Zauith, mantém a vigilância em todos os níveis, tanto sanitário, epidemiológico, ambiental e de saúde do trabalhador. Entre esses eixos, está o monitoramento da água e do solo, uma questão preocupante, com necessidade de conscientização da sociedade, já que os riscos são ocasionados pela própria população.
Em Dourados são 18 áreas cadastradas no sistema de monitoramento (Vigi-Água e Vigi-Solo). Os números apontam que nestas áreas, 33% foram afetadas pela contaminação do solo por produtos químicos; 22% do risco de contaminação do solo por metais pesados; 17% são de águas subterrâneas por decomposição de matéria orgânica e, 11% pelo risco de contaminação do solo pelos agrotóxicos e derivados do petróleo.
A Vigilância em Saúde aumentou o quantitativo de amostragem de água monitorada nos anos de 2011, 2012 e primeiro bimestre de 2013, e evidencia que a taxa de amostras fora do padrão recomendado tem se mantido entre 10 e 14%. Em 2011 foram analisadas 189 amostras; em 2012 foram 238 e, nos primeiros dois meses de 2013 já passaram, por análise, 28 amostras.
No levantamento foi detectado que em 2011 a principal alteração evidenciada foi a presença de coliformes totais, com 60,71%. Na sequência vieram as bactérias heterotróficas com 35,71%. A presença de coliformes totais continuou em 2012, com 40%, sendo destacada a verificação de diversas alterações físico-químicas, como cor e presença de flúor, em quantidades fora das recomendadas. Em 2013 a alteração por coliforme está em 75%.
As classificações de áreas de risco são registradas como de contaminação de águas subterrâneas por decomposição de matéria orgânica, por agrotóxico, metais pesados, hidrocarbonetos e derivados de petróleo, contaminação de solo por produtos químicos e por agrotóxicos, derivados de petróleo e imunobiológicos.
A área, uma vez cadastrada, passa a ser regularmente visitada para colheita de amostras e realização de exames laboratoriais que identifiquem a condição da água e, verificar os níveis de risco de contaminação. Caso sejam identificadas alterações que coloquem em risco a saúde da população os responsáveis são notificados e podem sofrer consequências legais.
O diretor de Vigilância em Saúde do município, Eduardo Arteiro Marcondes, ressalta que as atividades de vigilância ambiental no âmbito da saúde pública são direcionadas por três sistemas de monitoramento do Ministério da Saúde, e Dourados atua com dois deles, com especifico objetivo, de monitorar as condicionantes de contaminação dos ambientes que possam colocar em risco a saúde da população.