A atrofia vaginal é um problema característico da menopausa e prejudica a vida sexual, já que leva à perda de elasticidade, espessura e umidade do órgão. Mas um novo tratamento promete combater o problema sem o tradicional uso de hormônios ou medidas paliativas, como gel ou creme. Desenvolvido pela empresa italiana Deka, o Monalisa Touch é realizado por meio de um laser de CO2 fracionado.
“Infelizmente, a atrofia vaginal é uma condição subestimada e um tabu que pode trazer sofrimento. É importante que as mulheres procurem ajuda médica e saibam das opções de tratamento”, disse a ginecologista Vera Lucia da Cruz, professora da Faculdade de Medicina do ABC, que iniciou o primeiro estudo clínico da técnica no Brasil.
Segundo o fabricante, a aplicação não dura mais que 15 minutos e é indolor, ocorrendo apenas uma leve sensação de calor. É contraindicada para mulheres grávidas, que tenham doenças sexualmente transmissíveis ou que apresentem mudanças de citologia no último Papanicolau, inflamações da vulva ou doenças relacionadas à coagulação sanguínea.
Para o coordenador científico da Academia Internacional de Ginecologia Cosmética, o dermatologista italiano Nicola Zerbinati, que fez parte do Comitê Científico de análise do novo projeto, os resultados significam um retardo no relógio biológico da mulher em torno de 15 a 20 anos. Segundo informações do Portal Terra.