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Médico desmente rumores de que câncer de Lula voltou

08 de junho 2013 - 15h45 Por Redação Douranews
Médico desmente rumores de que câncer de Lula voltou

O cardiologista Roberto Kalil Filho, médico de Lula, desmentiu nesta semana os rumores sobre o estado de saúde do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nos últimos dias, ganhou repercussão a versão de que Lula voltou a frequenta o Hospital Sírio-Libanês, discretamente e à noite, para se tratar de um câncer de pulmão.

Desde a descoberta de um tumor na laringe, em 2011, variadas especulações têm ocupado políticos, médicos e jornalistas. Kalil Filho telefonou para Lula, que estava no Equador, e, com a autorização dele, revelou detalhes sobre a possível origem da boataria.

De acordo com o médico, um exame de imagem identificou um gânglio aumentado no pescoço de Lula em dezembro do ano passado. Depois de analisar o caso, os médicos concluíram que o achado era resultado de uma faringite. “Qualquer pessoa que sofrer um processo infeccioso terá uma inflamação nos gânglios. Ele não era indício de câncer”, diz o oncologista Artur Katz, um dos especialistas responsáveis pelo tratamento do ex-presidente Lula.

Lula revelou o episódio a pessoas próximas. Ao ser contada e recontada fora do hospital, a história foi interpretada como um indício de que o câncer voltara. Em março, um novo ingrediente voltou a animar os rumores. Lula teve uma febre de 39 graus e não quis ir ao médico. Vários petistas souberam e se preocuparam. José De Filippi Júnior, secretário de Saúde do prefeito Fernando Haddad, telefonou para Kalil várias vezes num sábado. “Depois de várias ligações, disse a ele que mandaria uma ambulância buscar Lula, caso ele não viesse ao hospital”, afirma Kalil.

No dia seguinte, a história da febre do ex-presidente Lula e da recusa em ir ao hospital se disseminou durante um churrasco, onde estavam reunidos vários petistas. Dois dias depois, Lula partiu para uma viagem de uma semana pela África. A febre passou. Os boatos continuaram.

Na volta da viagem, Lula participou de um seminário organizado pelo jornal Valor Econômico. Na ocasião, justificou a voz mais rouca que de costume: “Desculpa, estou com a garganta cansada. Não se preocupem que não é o câncer. O câncer não existe mais. Embora eu tenha deixado de ser presidente, não perdi o hábito de falar demais”, disse.  Tumores de laringe como o de Lula costumam voltar em 50% dos casos, segundo reportagem da revista Época.