A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) criada para apurar as denúncias de irregularidades no repasse de recursos para hospitais públicos, inicialmente de Campo Grande, e depois para o resto o Estado, decidiu investigar os cinco últimos anos de contratos. "Cinco anos é um período razoável. Se for necessário, podemos investigar convênios anteriores a este prazo, desde que seja comprovada alguma irregularidade", justifica o presidente da CPI, deputado Amarildo Cruz (PT).
O deputado informou também que já solicitou à Secretaria estadual de Saúde informações sobre os repasses do SUS (Sistema Único de Saúde) feitos pelo Estado nos últimos cinco anos a 11 municípios escolhidos pela CPI. "Vamos dar um prazo de oito dias para que sejam entregues os documentos referentes aos convênios e repasses dos anos de 2012 e 2011. As informações referentes aos outros três anos devem ser entregues em sete dias, totalizando 15 dias para o fornecimentos dos dados", comentou.
A CPI vai investigar os recursos repassados pelo SUS para as unidades hospitalares de Campo Grande, Dourados, Corumbá, Paranaíba, Três Lagoas, Jardim, Coxim, Aquidauana, Nova Andradina, Ponta Porã e Naviraí. As investigações serão realizadas durante 120 dias, podendo ser prorrogadas por mais dois meses.
Denúncias
Para ajudar no trabalho de investigação, os deputados decidiram criar um e-mail para que as pessoas possam denunciar irregularidades nas unidades hospitalares. "Esse e-mail será exclusivamente para receber denúncias de pessoas que possam nos ajudar. Queremos investigar, mas o papel principal da CPI é ajudar a melhor a saúde em Mato Grosso do Sul. Por isso esse e-mail será fundamental no nosso trabalho", informou o deputado Amarildo Cruz.
Ficou definido que as reuniões ordinárias da CPI da Saúde em Mato Grosso do Sul serão realizadas todas as segundas-feiras, a partir das 15 horas, sempre abertas à população. A CPI é composta pelos deputados Amarildo Cruz (PT), presidente; Lauro Davi (PSB), vice-presidente; Junior Mochi (PMDB), relator; Mauricio Picarelli (PMDB), vice-relator e Onevan de Matos (PSDB), membro.