Durante reunião da Comissão de Intergestores Bipartite da Macrorregião de Dourados, realizada na manhã de sexta-feira (14), representantes dos 33 municípios que compõem a região apoiaram as medidas que vêm sendo adotadas pela Prefeitura de Dourados para o setor de saúde.
A manifestação aconteceu logo após discussão dos assuntos em pauta, já que a reunião acontece mensalmente. Vários representantes se posicionaram sobre o tema, destacando o empenho do prefeito Murilo Zauith e do secretário de Saúde Sebastião Nogueira Faria.
Uma das medidas consideradas fundamentais pelos secretários é em relação às internações. Para os representantes de cidades da região, a Prefeitura de Dourados precisa ter o controle de leitos disponíveis, através de uma central de regulação. Eles entendem que os hospitais da Vida e Universitário têm que ser fiscalizados nesse sentido.
O sistema de controle de internações foi anunciado no mês passado e está sendo preparado pela Secretaria de Saúde.
Aldinar Ramos Dias, secretário de Saúde de Paranhos, disse que a cidade dele encaminha para Dourados uma média de 30 a 40 pacientes semanalmente. “É um problema sério porque sempre a alegação é que não tem vaga e com isso começa a nossa correria” afirmou.
Ele acredita que Dourados está no caminho certo em fazer esse enfrentamento e hipotecou o apoio às medidas anunciadas pelo secretário, ressaltando que “é a primeira vez que alguém teve a coragem de enfrentar essa situação, que já passava da hora e dos limites”.
Márcio Teles, gerente municipal de Saúde em Deodápolis e um dos diretores do Cosems (Conselho de Secretários Municipais de Saúde de Mato Grosso do Sul), também declarou apoio às ações, entendendo que, como gestor dos recursos do SUS (Sistema Único de Saúde), o município de Dourados precisa de mais controle sobre as internações e sobre os procedimentos feitos pelos hospitais.
A presidente do Conselho Municipal de Saúde Berenice de Oliveira Machado Souza disse que os conselheiros estão em alerta constante. “Nós vamos observar bem mais de perto o que está acontecendo, porque não podemos mais ser reféns dos hospitais”, disse ela.