Angiologista, clínico geral e cirurgião vascular, o médico douradense Luiz Antonio Maksoud Bussuan disse que a presidente Dilma Rousseff tem a solução dentro do País, ‘sem precisar importar ninguém’, se quiser melhorar a qualidade dos serviços médicos prestados à população.
“Basta aproveitar melhor os recém formados”, receita Bussuan, oferecendo a eles as condições de trabalho no interior do País, onde existe a maior carência de profissionais. “Estabelecendo prazos mínimos de dois anos para essa fixação no interior, oferecendo salários dignos e condições de trabalho”, segundo o médico douradense, será possível melhorar a Atenção Básica, sobretudo.
Segundo ainda Luiz Antonio Bussuan, integrante da Sociedade Brasileira de Medicina Vascular, ex-secretário de Saúde em Dourados e um dos precursores dos sistemas de gestão em Saúde Pública no Município, os recém formados devem ter, ainda, assegurados, os direitos à prestação de serviços na Residência Médica, para a boa qualificação profissional.
A presidente Dilma disse, em rede nacional de rádio a tv, sexta-feira (21) à noite, que o Governo vai trazer, imediatamente, “milhares de médicos do exterior para ampliar o atendimento" nas unidades de saúde, como forma de reduzir as queixas da população que espera por vagas e melhor atendimento do SUS (Sistema Único de Saúde).
“Um médico cubano, ou paraguaio, que venha para o Brasil, terá muito mais problemas que os profissionais já existentes no País. Primeiro, porque ele não conhece a realidade dos nossos pacientes, não sabe como ele vem sendo tratado pela Saúde brasileira, e o País não sabe as condições em que esses estrangeiros foram preparados. Definitivamente, não é a melhor solução nesse momento”, conclui Bussuan.