Uma equipe da drogaria São Bento estará mobilizada em Dourados, de hoje (8) até quarta-feira (10), procedendo aos testes de detecção da Hepatite C. Essa ação será realizada na filial da São Bento localizada na avenida Marcelino Pires 1.614, no centro de Dourados.
O teste será aplicado em pessoas de ambos os sexos, entre 35 e 65 anos de idade, como forma de contribuir para “rastrear a infecção pelo vírus da hepatite C”, como destaca o diretor de vendas e marketing da Drogaria São Bento, Luiz Fernando Buainain, confirmando que, por meio de testes rápidos, o grupo ajuda a “enfrentar um grande desafio da área de saúde pública no Brasil”.
O exame a ser realizado é um teste que indica se a pessoa teve contato com o vírus da hepatite C. Caso o resultado seja positivo, será necessária a realização de exames complementares para a definição diagnóstica, conforme o manual do Ministério da Saúde “Hepatites Virais: o Brasil está atento”.
A doença e fatores de risco
Mundialmente, mais de 500 milhões de pessoas estão infectadas com os vírus das hepatites B ou C, um índice dez vezes maior do que o número de portadores do HIV/Aids. Números alarmantes demonstram o cenário de infecção pelo vírus da hepatite C no mundo: cerca de 90% dos infectados só a descobrem quando o problema já está muito avançado. No Brasil, estimativas mostram que há aproximadamente três milhões de pessoas infectadas e a doença representa a principal causa de transplantes de fígado no país.
O vírus HCV, causador desta forma da doença, é transmitido pelo contato com sangue contaminado. As formas mais comuns de contágio são o uso de agulhas e seringas compartilhadas e a manipulação de materiais contaminados que cortem ou perfurem a pele, como lâminas, bisturis e alicates.
Cerca de 90% dos infectados não sabem que estão com a doença e só descobrem quando o problema já está muito avançado, podendo apresentar quadros graves como cirrose ou câncer no fígado.
Usuários e ex-usuários de drogas que compartilhavam agulhas ou instrumentos para uso de drogas inalatórias, ex-atletas que dividiam medicamentos com os companheiros (como injeções de energéticos, vitaminas e outros), têm maiores chances de estarem com o vírus da hepatite C. Além disso, todas as pessoas que receberam transfusão de sangue antes de 1992, inclusive transplantados, podem estar infectadas. Antes dessa data, o sangue das doações não era analisado para detecção desta forma de hepatite.
Quanto mais precoce for o diagnóstico dos pacientes com hepatite C, maiores são as chances de cura com o tratamento adequado. Cerca de 20% dos infectados eliminam o vírus espontaneamente. Entre os 80% restantes, quase dois terços se recuperam se tratados corretamente.