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Saúde

Médico que "curou" paralisia cerebral defende guardar células-tronco de filhos

16 de julho 2013 - 18h29 Por Redação Douranews
Médico que "curou" paralisia cerebral defende guardar células-tronco de filhos

Em 2009, um menino alemão, então com 2 anos e meio, teve uma parada cardíaca que o deixou em estado vegetativo. Os pais decidiram aceitar uma terapia experimental sugerida pelos médicos. O tratamento, que usou células-tronco de sangue de cordão umbilical do próprio garoto, surpreendeu os médicos. Com uma lesão cerebral que poderia tê-lo deixado a vida inteira em uma cama, ele levou apenas uma semana para responder a estímulos sonoros. Após dois meses, conseguia comer biscoitos por conta própria, sorrir e até balbuciar algumas palavras. Os resultados foram divulgados em maio, em uma revista científica.

O tratamento experimental feito na Alemanha entra em uma discussão que envolve um grande volume de dinheiro e a vida de muita gente: o armazenamento de células-tronco para uso futuro no próprio paciente, chamadas de autólogas. O serviço, hoje feito apenas por empresas privadas, é visto por especialistas e entidades como propaganda enganosa, já que não haveria uso para esse material. As empresas, por outro lado, dizem que agem de maneira clara e informam aos familiares todos os possíveis usos das células.

Ao Terra, Arne Jensen, um dos médicos alemães que liderou o tratamento do menino, afirma que as células são, sim, úteis e defende: "espero que (os bancos) sejam financiados pelo sistema de saúde."