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Reitor deverá explicar atraso em obra do hospital do IMC na Câmara

22 de agosto 2013 - 19h43 Por Redação Douranews
Reitor deverá explicar atraso em obra do hospital do IMC na Câmara

          Preocupado com o atraso de três anos do início das obras da unidade do IMC (Instituto da Mulher e da Criança) em Dourados, e considerando que a responsabilidade pela execução da obra é da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados), o vereador Marcelo Mourão (PSD) solicitou ao presidente da Câmara Municipal, Idenor Machado (DEM), que convide o reitor Damião Duque de Farias para esclarecer, na sessão de terça-feira (27), as razões desse atraso e nova previsão agendada para o início e término da construção.

          No total, serão investidos no IMC R$ 18,9 milhões, sendo R$ 12,9 milhões do Governo Federal, garantidos desde 22 de outubro de 2010, conforme a Nota de Crédito nº 400385 e mais R$ 6 milhões de contrapartida da Universidade Federal da Grande Dourados. A unidade que deveria estar sendo construída junto ao HU (Hospital Universitário) da UFGD oferecerá 204 leitos para atendimento de mulheres e crianças, distribuídos em um subsolo e cinco pavimentos.

empenho imc

Nota de empenho mostra que recurso está liberado desde outubro de 2010

          “Trata-se de uma obra que contribuirá significativamente para a melhoria da qualidade da saúde pública do nosso município, que foi o único do Estado contemplado com o programa e por isso, exige atenção especial dos órgãos competentes e nossos esforços para a sua execução e seu funcionamento o mais breve possível”, ponderou Marcelo Mourão, afirmando considerar “ridículo” que enquanto a cidade discute a construção do Hospital Regional, que para se tornar realidade terá ainda que ser edificado, aparelhado, contratar pessoal, entre outros itens, a UFGD, somada à sociedade e aos órgãos de representação como a Câmara, não tome as providências para o início imediato da obra, para a qual os recursos estão disponíveis desde 2010”.

          De acordo com o projeto do IMC, trata-se de um hospital com 204 leitos para atendimento de mulheres e crianças, sendo 41 leitos na ala de internação pediátrica, 58 leitos na ala de internação ginecológica, 57 na unidade intermediária, 20 de UTI neonatal e 42 leitos de enfermaria para obstetrícia.O hospital  terá ainda quatro salas de centro cirúrgico, oito unidades para recuperação pós-anestésica e sete quartos de pré-parto, parto e pós parto. “Diante desses números e do grande debate em torno da falta de leitos em nossa cidade, é inconcebível que a obra não seja iniciada imediatamente”, reforçou Marcelo Mourão, acrescentando que acionará a Comissão de Saúde da Câmara para que essa instância do Legislativo também acompanhe a questão.