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Tem sede? Estudos discutem sobre quantidade de água a ser ingerida

13 de outubro 2013 - 11h00 Por Redação Douranews
Tem sede? Estudos discutem sobre quantidade de água a ser ingerida

Você já viu anúncios afirmando que uma pequena perda de hidratação pode afetar bastante o ritmo de uma pessoa e, por isso, você tem que se manter hidratado com aquela marca de bebida isotônica especial que eles estão vendendo?

Eles parecem muito científicos. Homens em aventais, atletas com eletrodos presos ao corpo e muito mais. E não é algo difícil de se vender, pois beber líquidos faz a pessoa se sentir bem – então se você está com calor e suando, repor os fluidos deve ser benéfico.

Mas neste ano, cientistas australianos fizeram uma experiência que ainda não havia sido realizada e que foi publicada na edição de setembro da revista especializada British Journal of Sports Medicine.

O grupo de pesquisadores queria descobrir o que acontece com a performance de uma pessoa depois da desidratação. Eles pegaram um grupo de ciclistas e os submeteram a exercícios até que eles perdessem 3% de seu peso total em suor.

O desempenho deles então foi medido após três formas de reidratação: nenhuma, líquido suficiente para voltar ao nível de 2% da perda de peso ou reidratação total.

Até aí nada de mais. A diferença em relação a estudos anteriores é que os ciclistas aqui não eram capazes de saber seu grau de reidratação, pois o fluido foi recebido de maneira intravenosa.

Isso era vital porque todos nós, e especialmente os atletas, temos uma relação psicológica íntima com o consumo de água.

O resultado foi a inexistência de qualquer diferença na performance dos ciclistas completamente reidratados daqueles que não receberam nenhum líquido.

Esse estudo fez parte de um movimento crescente conhecido como "beba quando tiver sede", que espera persuadir atletas para não se hidratarem de forma exagerada para evitar o risco de diluir seu nível de sódio.

Sem surpresas
Talvez o resultado não devesse ser tão surpreendente, já que o ser humano evoluiu fazendo exercícios em ambientes de extremo calor e baixa umidade.

Somos capazes de tolerar a perda de água relativamente bem, mas a hidratação demasiada pode ser muito mais perigosa. Em termos simples: ter água em excesso no corpo é tão ruim como o oposto.

Mas e como fica o resto de nós que não está andando de bicicleta em um deserto na Austrália?

Há uma ideia muito bem aceita de que devemos beber cerca de oito copos de água por dia (dois ou três litros) além da comida e das outras bebidas que já consumimos normalmente.

Estamos inundados com mensagens positivas sobre as propriedades de cura da água e como ela é boa para praticamente todas as partes do corpo, desde o cérebro até os intestinos.

Daí a pensar que uma falta de água é ruim para você não é nada mais que um passo lógico – assim como a ideia de que a hidratação deve ser boa, purificando, limpando seus órgãos, desintoxicando. Ela certamente melhora sua pele, te ajuda a pensar, reduz o disco de desenvolvimento de pedras nos rins, torna sua urina com cor límpida de champanhe se comparada à calda cor de laranja fétida que produzimos em um longo dia, quando não foi possível tomar uma quantidade suficiente de líquido.

Então encontramos um artigo dizendo tudo isso e muito mais. Foi escrito por um grupo de médicos respeitados de hospitais americanos e franceses e apoia claramente a crença de que você deve beber dois a três litros de água por dia.