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Hospital da Vida ainda é ‘solução’ para problemas de saúde na região

14 de outubro 2013 - 19h53 Por Redação Douranews
Hospital da Vida ainda é ‘solução’ para problemas de saúde na região

O feriado prolongado, quando aumentou a escassez de médicos nas unidades oficiais do Município, contribuiu para consolidar o HV (Hospital da Vida) como a ‘principal solução’ para o enfrentamento dos problemas de saúde da região. Essa é a constatação do diretor da unidade administrada pelo HE (Hospital Evangélico) no Município, Orlando Martelli Filho.

Apesar de todas as dificuldades enfrentadas, como o acúmulo de obrigações e a limitada contrapartida em aportes financeiros, o HV passou o feriado sem pacientes nos corredores. “Já faz mais de um mês que estamos nessa situação”, disse o diretor.

O Douranews foi nesta segunda-feira (14) conferir como anda o funcionamento do Hospital da Vida, depois dos arranjos promovidos pela Secretaria municipal de Saúde para aumentar em torno de 25% o número de leitos para atendimento à população.

“Nossa média de atendimentos é de aproximadamente 100 por dia, na recepção do pronto-socorro, mas hoje, até agora [por volta de 11h30], já estamos com 52 registros”, mostrou Antônio Carlos Alves Junior, um dos responsáveis pelo serviço de classificação para atendimentos, instalado no HV.

classificaçao

Sistema de classificação permite atendimento diferenciado no HV

Pelo sistema de classificação, os pacientes enquadrados na faixa azul são assistidos e liberados para tratamento domiciliar; na faixa verde é preciso de uma avaliação mais apurada pelo hospital e os casos indicados para as faixas amarela e vermelha são os que requerem a ocupação das instalações físicas.

O Hospital da Vida recebe, atualmente, em torno de R$ 1.2 milhão para custeio e outro valor para prestação dos serviços à população. “Considerando que só para ativar a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) a Prefeitura fala que seria necessário R$ 1,3 milhão por mês, então nós estamos bastante defasados”, constata o diretor do HE, Maurício Peralta.

Ainda assim, a unidade hospitalar, hoje com cerca de 95 leitos, destaca o bom canal de negociações aberto com o secretário Sebastião Nogueira, que possibilitou alguns ajustes na estrutura e acredita em avanços a partir do novo contrato de prestação de serviços que está sendo discutido com a Prefeitura.

O maior gargalo enfrentado, ainda, deve-se à falta de cumprimento das metas traçadas para o Atendimento Básico, ou seja, a porta de entrada dos pacientes, que deveria ser pelas unidades de saúde dos bairros. “Como a população vai lá [nos postos do bairro] e não encontra o médico, vem tudo pra cá e por isso ocorrem superlotações”, avalia Demétrio Pareja, do corpo administrativo do Evangélico e ex-presidente do Conselho municipal de Saúde.

O projeto de reforma, que prevê a ampliação do centro cirúrgico, construção de um novo pronto-socorro e o ajuste das demais instalações, inclusive com a possibilidade de duplicar o espaço de UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) é aguardado com ansiedade pelos dirigentes do hospital. Os recursos assegurados através de emendas parlamentares e o repasse do Município e do Estado já foram alocados.