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Farmacêuticos comemoram o direito de prescrever medicamentos

18 de outubro 2013 - 18h15 Por Redação Douranews
Farmacêuticos comemoram o direito de prescrever medicamentos

A resolução do CFF (Conselho Federal de Farmácia) reconhecendo a propriedade do farmacêutico de prescrever medicamentos que não necessitam de receita médica foi assunto de debates entre os acadêmicos do curso de Farmácia da Unigran durante uma mesa-redonda como parte da IX Jornada Acadêmica, que comemorou o aniversário de dez anos de criação do curso em Dourados, com a presença do presidente do CRF/MS (Conselho Regional de Farmácia), Ronaldo Abrão.

De acordo com Ronaldo, a resolução 585 é uma forma de dar legalidade ao que o farmacêutico faz na farmácia há muitos anos. Ele indaga: “o que mudou nessa história toda?” E responde: “Mudou o seguinte, tudo que o farmacêutico, tudo o que o médico, tudo o que o dentista, tudo o que cada profissão regulamentada faz, tem que estar normatizado em uma resolução, uma lei, uma regra, então, o Conselho Federal regulamentou essa ação do farmacêutico. Antes não podia escrever em um papel que era para o paciente tomar um remédio de oito em oito horas, isso era ilegal, hoje o farmacêutico pode fazer isso”, argumenta.

O presidente do Conselho Regional afirma que a primeira pessoa que o paciente procura quando está doente é o farmacêutico. “Quando a pessoa se sente mal ela vai à farmácia. E depois que ela vai ao médico, ela vai falar com o farmacêutico novamente para poder comprar o remédio. Nessa cadeia, o profissional farmacêutico é um ator imprescindível”, destaca.

Abrão cita ocorrências comuns no dia a dia. “Por exemplo, se o paciente chega com uma diarreia na farmácia, o farmacêutico vai perguntar o que o paciente tem, se está com febre, com cólica, quais são os sintomas, quantos dias está apresentando esses sintomas, o que é que comeu e a partir daí ele vai ter alguma noção. Nesse momento ele já pode prescrever um reidratante oral que tem que começar de imediato, porque o paciente está se desidratando e é de livre prescrição. E então ele vai encaminhar esse paciente para o médico”, explica.

A coordenadora do curso de Farmácia de Unigran, Letícia Castellani Duarte, trouxe para debate o assunto devido a grande notoriedade que ganhou nas últimas semanas. “A profissão está passando por um novo momento, estamos ganhando a confiança da população, então os profissionais e os acadêmicos tem que estar bem informados para que eles possam se defender, defender o ponto de vista profissional”, menciona.

Letícia Castellani não nega a alegria da mudança para a profissão. “Para mim é uma alegria imensa, um avanço, um resgate da profissão farmacêutica, do papel farmacêutico na sociedade. Até comentei com os alunos, dá vontade da gente começar tudo de novo e voltar para o balcão da farmácia, é uma motivação muito grande principalmente para os estudantes”, revela.

O presidente do CRF deixou um recado para os futuros profissionais. “Os acadêmicos vão precisar cada vez mais mostrar ter novos conhecimentos, como profissional ele vai prescrever e isso não é brincadeira. Não é pegar essa caixinha de medicamento e colocar no balcão, ele vai ter responsabilidade com isso”, enfatiza.

Solidariedade acadêmica

Na noite de abertura da IX Jornada Acadêmica de Farmácia, os acadêmicos do curso, juntamente com a professora Karimi Gebara, organizaram e apresentaram a III Noite Cultural, na qual estudantes e professores apresentaram suas habilidades na música, dança e teatro. Para participar da Noite Cultural, convidados e acadêmicos podiam doar alimentos e roupas.

Toda doação recebida foi doada para a Paróquia São José Operário que encaminhará tudo para famílias necessitadas de Dourados. Davero Abdo Sater, representante da comunidade, foi quem recebeu os donativos. “Essa contribuição é muito importante, porque cada mês que a gente está arrecadando, está diminuindo. Tivemos uma reunião há alguns dias para discutir essa situação e em seguida tivemos a notícia da doação da Unigran. Agradecemos os alunos e professores de Farmácia que fizeram a contribuição”, comenta.