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CPI da Saúde busca mais informações sobre o Gisa na Capital

12 de novembro 2013 - 19h19 Por Redação Douranews
CPI da Saúde busca mais informações sobre o Gisa na Capital

A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) criada na Assembleia Legislativa para apurar denúncias de irregularidades na aplicação de recursos do SUS (Sistema Único de Saúde) em Mato Grosso do Sul vai ouvir quinta-feira (14) a ex-presidente da Comissão de Licitações da Prefeitura de Campo Grande na gestão do ex-prefeito Nelsinho Trad, Mara Iza Arteman, a chefe da Divisão de Convênios do Fundo Nacional de Saúde, Silvia Raquel Bambokian, e a coordenadora do Grupo Gestor do Projeto de Desenvolvimento e Implantação do Sistema Gisa (Gestão Integrada da Saúde) na antiga gestão, Maria Cristina Abrão Nachif.

A oitiva acontece a partir das 14 horas, no Plenário Deputado Júlio Maia, em Campo Grande e convocação das três pessoas foi definida pelos membros da Comissão Parlamentar de Inquérito diante da necessidade de confrontar informações e depoimentos relacionados ao processo licitatório do contrato do Gisa. “Precisamos esclarecer algumas dúvidas que surgiram durante a análise da documentação relacionada a esse sistema que custou quase R$ 10 milhões para os cofres públicos”, destacou.

O Gisa foi contratado em 2008 pela Prefeitura de Campo Grande para marcar consultas nos postos de saúde por telefone, agilizar consultas e exames, além de informatizar toda a rede pública de saúde na Capital. Orçado em quase R$ 10 milhões, o sistema deveria ter sido concluído em um ano, entretanto, até dezembro de 2012, 95,4% da implantação física tinha sido realizada e 96% do projeto foi pago, o equivalente a R$ 9,8 milhões.

O sistema de Gerenciamento de Informações em Saúde possui 12 módulos, mas apenas quatro deles estariam funcionando, inclusive de forma precária. Naim Alfredo Beydoun, responsável pela empresa que implantou o Gisa, foi ouvido pela CPI da Saúde e declarou na ocasião que o sistema já está todo implantado e que precisaria de apenas alguns ajustes para operar com capacidade total.

Já a atual administração garante que a rede da Prefeitura Municipal não suporta a capacidade do software. O ex-secretário Leandro Mazina declarou aos deputados, quando foi ouvido pela CPI, que o sistema está praticamente implantado.