O Mapa (Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento) confirmando, em laudo emitido hoje (4), a presença da lagarta Helicoverpa armigera em Mato Grosso do Sul. Amostras da praga, coletadas pela Fundação MS e enviadas pela Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária e Animal) a um laboratório de Porto Alegre/RS, responsável pela identificação, apontam a existência do inseto nas regiões de São Gabriel do Oeste e Naviraí. Outras amostras ainda estão em análise e os resultados devem sair dentro de 15 dias.
Apesar de os estudos apontarem três municípios, a expectativa é de que a praga esteja em todo o Estado, distribuída em diversos cultivos, segundo o pesquisador de fitossanidade da Fundação MS, José Fernando Jurca Grigolli. “A situação é preocupante pela alta capacidade da praga de causar danos econômicos em várias culturas. Entretanto, os produtores estão monitorando adequadamente suas lavouras e entrando com as estratégias quando as lagartas estão pequenas, o que facilita o controle da praga”, explica o pesquisador.
Porém, Grigolli informa que não há motivo para pânico por parte dos agricultores. “A situação está sob controle e os produtores devem manter as ações que vêm sendo realizadas, como o monitoramento constante da lavoura”, enfatiza. O pesquisador ressalta também que os produtores devem evitar as aplicações em calendário, pois isso pode gerar uma série de impactos negativos no plantio, além do custo com inseticidas.
Ainda considerada nova no cenário brasileiro, a Helicoverpa possui grande potencial de dano e alta capacidade reprodutiva. Ela se alimenta de diversas culturas, como soja, milho, algodão, entre outras. Para que o controle da praga seja eficiente, é primordial saber diferenciar as espécies. A lagarta da espiga do milho (Helicoverpa zea), a lagarta da maçã (Heliothis virescens) e a Helicoverpa armigera são bastante parecidas, mas são espécies diferentes, diz a Fundação.