As cirurgias no HU (Hospital Universitário) de Campo Grande podem ser suspensas no final do ano e os demais hospitais públicos do município já declararam oficialmente que não devem conseguir absorver a demanda. Para combater essa realidade, o MPF (Ministério Público Federal) interpôs agravo de instrumento no TRF3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região) para modificar liminar da primeira instância que desobriga a empresa Servan Anestesiologia a manter os atendimentos no HU até a realização de concurso público no hospital.
A Servan é a única empresa do Estado que presta serviços em anestesiologia e reúne 97% dos médicos de Campo Grande. Se paralisar o atendimento, como prometido no término do contrato, em 25 de novembro, não há profissionais na capital para suprir a demanda do HU, de pelo menos 20 médicos, e os prováveis danos à saúde da população são “evidentes”, de acordo com o MPF.