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Pesquisadores da UFGD fazem exames de saúde em presídios

23 de março 2014 - 13h56 Por Redação Douranews
Pesquisadores da UFGD fazem exames de saúde em presídios

Um grupo de professores e estudantes da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) realizou, na semana que passou, em Campo Grande, exames de saúde em reeducandas do Estabelecimento Penal Feminino “Irmã Irma Zorzi”.

Os pesquisadores, das áreas de Ciências da Saúde e de Biológicas, fizeram entrevistas e coleta de sangue para identificar doenças como sífilis, hepatites virais e HIV, além de testes para tuberculose ativa e latente, com coleta de escarro e teste de tuberculina. Também realizaram o exame de Papanicolau, visando prevenir a incidência de câncer do colo de útero nas internas.

A ação faz parte do projeto de pesquisa “Incidência e fatores de risco para tuberculose e doenças sexualmente transmissíveis na população carcerária do Estado do Mato Grosso do Sul", desenvolvido pela Universidade em parceria com a UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) e a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).

A pesquisa vem sendo realizada em 12 presídios masculinos e femininos de Campo Grande, Dourados, Três Lagoas, Corumbá e Ponta Porã, atingindo cerca de 60% da população carcerária de MS. Sob a coordenação-geral do professor Júlio Henrique Croda, envolve a participação de aproximadamente 60 pesquisadores, entre acadêmicos, mestrandos, professores e profissionais da saúde. Este é o segundo ano em que o projeto é desenvolvido nas unidades penais do Estado.

De acordo com o professor Fábio Negrão, um dos coordenadores, todos os casos identificados no ano passado foram encaminhados para tratamento, o que ocorrerá também com os que forem constatados agora. “Os resultados dos exames serão entregues em até 90 dias e os casos positivos serão encaminhados à Secretaria de saúde, e será realizado o tratamento adequado a estas pacientes”, informa, destacando também que, além do diagnóstico precoce, outro fato importante do estudo é a identificação dos fatores de risco para aquisição destas doenças infecciosas.

Segundo o coordenador, o apoio da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) tem sido fundamental para o sucesso da iniciativa, “no sentido de garantir que os trabalhos sejam executados com tranquilidade e eficiência”. Segundo ele, diante dessa resposta positiva, a intenção é que tenha continuidade em 2015. “Faremos um novo projeto para conseguirmos recursos para isso”, revela.