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HU realiza captação de rins e fígado em Dourados

29 de março 2014 - 12h32 Por Redação Douranews
HU realiza captação de rins e fígado em Dourados

O HU (Hospital Universitário) da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) realizou na tarde desta quinta-feira (27), a primeira captação de órgãos deste ano. Após autorização da família em um paciente de 32 anos, que teve morte encefálica diagnosticada na terça-feira (25), foram doados os rins e o fígado. O diagnóstico de morte encefálica, abordagem da família e os protocolos para captação e doação foram feitos pela equipe do Hospital Universitário; já o procedimento para retirada dos órgãos foi feita por uma equipe de Brasília.

De acordo com dados da Comissão Intra-hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante, nos últimos quatro anos já são seis captações realizadas no HU.

O médico diarista da UTI adulto do hospital da UFGD, Ervin Eberhart Neto, explica que o processo para diagnóstico de morte encefálica para a captação de órgãos exige o cumprimento de uma série de protocolos bastante criteriosos, para os quais a equipe douradense está bastante preparada, segundo ele. “A UTI adulto do HU é formada por uma equipe multidisciplinar, que precisa agir em grupo e de forma afinada para que a captação possa ser feita”, destaca o especialista.

Ele explica que a doação só pode ocorrer com autorização da família, após a realização de exames neurológicos que identifiquem a ausência de atividade cerebral – a chamada morte encefálica. Além disso, é necessário que o paciente não tenha doenças infecto-contagiosas, infecções ou alterações estruturais decorrentes de traumas ou acidentes, por exemplo. “Após a constatação de morte encefálica e autorização da família, a equipe tem um trabalho árduo para garantir a manutenção deste potencial doador e o fornecimento de um órgão sadio para doação”, acrescenta.

A equipe responsável pela captação, formada por dois médicos e um enfermeiro, trabalhou durante quatro horas, em procedimento de cirurgia, para a retirada dos rins e fígado encaminhados imediatamente para Brasília, onde seriam implantados nos pacientes receptores dentro de poucas horas.

“O trabalho é árduo, mas garantir a satisfação de quem está na fila de espera por um transplante de órgãos não tem preço. Vale cada minuto de trabalho exaustivo dentro de uma Unidade de Terapia Intensiva”, avalia o médico Ervin Neto, conforme material produzido pela assessoria da instituição.