Com o objetivo de pesquisar possíveis fatores de transmissão e desenvolvimento da tuberculose em regiões de fronteira, o projeto de pesquisa desenvolvido na FCA (Faculdade de Ciências da Saúde) da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) inaugurou duas estufas bacteriológicas na divisa do Estado. O evento aconteceu no dia 2 no Laboratório Municipal e de Fronteira de Ponta Porã, no Brasil e no Hospital Regional de Pedro Juan Caballero, do lado paraguaio.
Intitulado "Dinâmica de transmissão recente da tuberculose e multidroga resistência nas fronteiras do Brasil", o projeto busca propor medidas de controle e redução da enfermidade bem como monitorar a circulação e disseminação de cepas MDR (Multidrogas Resistentes) e XDR (Extremamente Resistentes às Drogas).
A pesquisa vai desenvolver um estudo multicêntrico em três regiões de fronteira (norte, centro-oeste e sul do Brasil) a fim de estabelecer uma vigilância ativa da doença com a implementação de cultura universal nessas localidades.
As cidades participantes do projeto são: Ponta Porã e Corumbá (em Mato Grosso do Sul), Rio Grande e Pelotas (no Rio Grande do Sul), São Gabriel da Cachoeira e Tabatinga (no Amazonas), Assis Brasil, Epitaciolândia e Brasileia (no estado do Acre), Bonfim e Pacaraima (em Roraima), Pedro Juan Caballero (no Paraguay), Puerto Suárez e Puerto Quijarro (na Bolívia), Chuy, Rio Branco, Rivera, Aceguá e Montevideo (no Uruguai), Villa Vicencio (na Colômbia) e Puerto Ayacucho (na Venezuela).
O projeto de pesquisa recebe auxílio financeiro do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e é coordenado pelo professor Julio Henrique Rosa Croda, da UFGD.