A capital da Guiné, Conacri, registrou os primeiros novos casos de ebola em mais de um mês, enquanto outras áreas anteriormente não afetadas também tiveram casos confirmados na semana passada, de acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde).
A propagação do surto, que teve início há dois meses, e que as autoridades da Guiné haviam dito estar sob controle, pode complicar ainda mais a luta contra o vírus em uma área que já sofre com a precariedade dos sistemas de saúde e fronteiras porosas.
"A situação é grave. Você não pode dizer que está sob controle quando os casos continuam e estão se espalhando geograficamente", disse Pierre Formenty, especialista da OMS, que retornou recentemente da Guiné, em entrevista coletiva nesta quarta-feira (28), em Genebra "Não houve declínio. Na verdade, é porque não estamos conseguindo detectar todo o surto, que estamos com a impressão de que houve uma queda", disse ele.
A OMS informou sobre dois novos casos, incluindo uma morte, entre 25 e 27 de maio em Conacri. Eles foram os primeiros a serem detectados desde 26 de abril. Um surto na capital representa a maior ameaça de uma epidemia, porque a cidade é o centro das viagens internacionais na Guiné.
"O problema é que existem famílias que se recusam a dar informações aos profissionais de saúde. Elas escondem seus doentes para tentar tratá-los através de métodos tradicionais", disse ele à Reuters.