O Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian, da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), em Campo Grande, encontra-se em situação delicada, devido ao fechamento de 65 dos 250 leitos de que dispõe para atender a população. O motivo é a falta de profissionais para realizar atendimentos médicos. A extensão do dano é ainda maior pelo fato do hospital ser referência no atendimento de alta complexidade pelo SUS (Sistema Único de Saúde), sendo insubstituível para tratamentos que necessitem de cuidados específicos, como HIV, Terapia Renal, cirurgia cardiovascular, hemodiálise, neurologia, gestação de alto risco, urologia e tratamento com tomografia.
Devido a este cenário, o MPF (Ministério Público Federal) ajuizou ação civil pública para que a Ebserh (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares) seja obrigada a contratar com urgência novos médicos e servidores que supram a demanda do hospital. Na ação, o MPF pede que a Justiça defira liminar para que o HU possa novamente pagar os plantões médicos ou que os profissionais sejam contratados com urgência, mesmo sem processo seletivo, sob pena de multa de R$ 50 mil por cada dia de descumprimento da decisão.
A ação foi ajuizada em 4 de abril desde ano. Dois meses depois, o juiz do caso alegou razões de foro íntimo e declarou-se suspeito para julgar a ação, que foi repassada a outro juiz. O MPF continua aguardando decisão liminar que resolva emergencialmente a situação, segundo informa a assessoria do órgão federal.