Referência para atendimentos de média e alta complexidade para pacientes de toda a macrorregião, o HUGD (Hospital Universitário) da Grande Dourados), filial da Ebserh (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares) no Município, tem como principal característica o fato de ser um hospital de ensino, ou seja, uma instituição voltada não somente para a assistência como também para o aprendizado de futuros profissionais da área da saúde.
O HUGD é campo prático para internos do 5º e 6º ano do curso de Medicina da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) e de estágio para outros cursos da área da saúde, como enfermagem, psicologia, nutrição e fisioterapia. Além disso, oferece cursos de pós-graduação em Residência Médica e Multiprofissional, o que estimula inclusive a produção de pesquisas científicas.
A médica Elisabete Castelon Konkiewitz, professora adjunta da FCS (Faculdade de Ciências e Saúde) da UFGD e neurologista do HUGD, explica que a presença de estudantes auxilia no controle de qualidade do atendimento porque exige um bom desempenho do médico preceptor. “A presença do estudante não é um incômodo ou um retardo no processo. Pelo contrário: o estudante está aprendendo e sendo avaliado o tempo todo, o que eleva a qualidade do serviço prestado”, diz ela.
Elisabete salienta que os estudantes de Medicina permanecem no hospital o dia todo, todos os dias da semana, e atuam como uma ponte entre o paciente e o médico. Além disso, segundo ela, o hospital-escola trabalha com uma visão mais global do paciente, com uma investigação mais completa de cada caso. “Na verdade, um hospital-escola faz a medicina como deve ser feita. O que fazemos aqui é uma medicina de alto nível, com tratamento de ponta já que nossos pacientes são mais graves e mais complexos”, argumenta, ao lembrar que na Europa, por exemplo, as pessoas fazem questão de ir para hospitais universitários justamente por este diferencial no atendimento.
O superintendente do Hospital Universitário, professor Wedson Desidério Fernandes, considera que o ensino de medicina na UFGD e no HU é de importância vital para desenvolvimento da medicina na região, que já é de qualidade. “Um sistema de ensino com qualidade é fundamental para que tenhamos uma assistência com a qualidade que todo nosso público merece”, destaca.
Dedicação
Pedro Avelino Enno é acadêmico do 6º ano de Medicina na UFGD. Natural de São Paulo, ele conta que os internos passam por todos os postos de atendimento do hospital ao longo de dois anos e que, neste momento, atua na clínica médica juntamente com outros colegas, médicos residentes e preceptores. “Todos os casos são discutidos em equipe, com vários especialistas, em busca da melhor terapêutica. A grande diferença está no tempo dedicado ao paciente, o que faz toda a diferença não somente para ele, mas para toda a família”, comenta.
A dedicação da equipe é comprovada através do alto índice de satisfação dos pacientes e familiares. A estudante Caren Eliane Fernandes, de 20 anos, acompanha a mãe que está internada no HU pela segunda vez. Na primeira vez, foram 14 dias de internação, sendo quatro deles na UTI; agora, já são sete dias de tratamento na clínica médica do hospital. “Estamos muito satisfeitos com o atendimento porque toda a equipe é muito atenciosa com minha mãe”, diz ela. “Toda hora vem alguém vê-la e esta atenção especial com certeza faz toda a diferença”, complementa.
Maria Aparecida Pereira de Souza, de 49 anos, é moradora de Ponta Porã e está internada no HU da Grande Dourados há duas semanas. Inicialmente, a internação ocorreu para uma cirurgia da vesícula, que já foi realizada. Agora, a paciente permanece internada para tratamento de uma artrite. “Gostei muito do atendimento porque já estive internada em outros hospitais em Ponta Porã e até no Paraguai e nunca foi assim”, afirma. “Aqui todos nos tratam muito bem e recebo muita atenção de toda a equipe”, finaliza.