As prefeituras de Amambai, Aral Moreira, Sete Quedas, Tacuru, Coronel Sapucaia e Paranhos, junto com o governo do Estado, firmaram nesta segunda-feira (30) convênio para realizar 682 procedimentos de média complexidade, cuja demora, em alguns casos, chega há mais de dois anos.
As cirurgias serão realizadas até o final do ano, todas em Amambai, cujo hospital atende os pacientes dos demais municípios. O projeto tem custo total de pouco mais de R$ 1,1 milhão, sendo que o Estado vai repassar R$ 700 mil, enquanto os municípios vão arcar com o restante.
O “pacto” foi estabelecido depois que os gestores constaram que os recursos em caixa nunca seriam suficientes para colocar fim à fila, atualmente “incalculável”, conforme admitiu o secretário estadual de Saúde, Antônio Lastória.
“Os hospitais dessas cidades só tem capacidade para realizar procedimentos de baixa complexidade, por isso, os pacientes são encaminhados para Amambai. Estávamos sobrecarregados e, a um custo altíssimo, mandando gente para Campo Grande e outros polos de saúde”, afirma o prefeito de Amambai, Sérgio Barbosa (PMDB). Como exemplo, Barbosa citou o caso de um paciente em que apenas o transporte custou R$ 1.400 para os cofres públicos.
“Ele precisou fazer uma cirurgia ortopédica, foi de ambulância para Paranaíba. Arcamos com três viagens, foram 5 mil quilômetros percorridos para fazer uma única cirurgia”, exemplificou.
O projeto inclui cirurgias ortopédicas, oftalmológicas, ginecológicas, entre outras eletivas, sempre de média complexidade, por causa da estrutura do hospital amambaiense.