A UPA (Unidade de Pronto Atendimento) 24h que será ativada pela Prefeitura de Dourados nos próximos dias, como parte da reestruturação dos serviços de urgência e emergência do município, deve desafogar o HVida (Hospital da Vida), atendendo a um anseio da população. Essa é a expectativa do secretário Sebastião Nogueira, que continua buscando recursos para manutenção do novo hospital.
Com a ativação da UPA, o Hospital da Vida deixará de ter o chamado atendimento de “porta aberta” e passará a ser referenciado, ou seja, ele receberá apenas os pacientes encaminhados pela UPA, Corpo de Bombeiros, Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e outros órgãos da saúde. Os usuários não poderão mais procurar a unidade espontaneamente, diante do novo organograma que está sendo elaborado para atendimento aos usuários.
A demanda de emergência será toda atendida pela UPA. “A UPA vai atender a todas as emergências, então o morador que hoje procura diretamente o Hospital da Vida passará a procurar a UPA. Na UPA 24h ele será atendido e caso o médico identifique que precisa de uma internação ou cirurgia, ele será encaminhado para o Hospital da Vida”, explicou o secretário de Saúde Sebastião Nogueira.
Para que esta reestruturação fosse possível, a Prefeitura de Dourados instituiu a Funsaud (Fundação dos Serviços de Saúde de Dourados). A entidade fará a administração da UPA e do Hospital da Vida, informou o secretário. A contratação dos servidores que vão trabalhar nestes locais já começou. Foi realizado um processo seletivo e já convocados os primeiros funcionários que vão suprir as vagas abertas para a UPA. “Em breve vamos convocar o quadro para trabalhar no Hospital da Vida”, explica o secretário.
O hospital será assumido pela Funsaud a partir de setembro. Dia 31 de agosto termina o contrato da Prefeitura com o HE (Hospital Evangélico), contratado para administrar a unidade desde que foi implantado o antigo Hospital de Trauma. Para a reestruturação do serviço, parte da estrutura do hospital passa por uma reforma para adaptações.
A Prefeitura ainda busca mais recursos a serem aplicados nestas e outras áreas como parte do serviço de melhorias constantemente necessárias na área da saúde. O município já aplica 23% do orçamento em saúde enquanto a lei determina o mínimo de 15%.
Nesta quinta-feira (10), o prefeito em exercício Odilon Azambuja, o secretário de Saúde Sebastião Nogueira, o deputado federal Geraldo Resende e o senador Waldemir Moka estiveram em Brasília para discutir repasses da saúde. Uma das pautas é justamente o teto que o município recebe do Estado e da União para financiar os serviços. Dourados é polo de saúde para 34 municípios da região sul do Estado.