A Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, o maior centro de atendimento filantrópico da América Latina, está com o pronto-socorro fechado desde ontem (22). O hospital também suspendeu as cirurgias eletivas e os exames laboratoriais, afetando em torno de seis mil pessoas. Só no atendimento de emergência passam em média 1.200 pessoas por dia pela unidade. Foram mantidos apenas o acompanhamento dos internados e consultas já agendadas.
Por meio de nota, o provedor da instituição, Kalil Rocha Abdalla, justificou que a interrupção no atendimento foi motivada pela falta de recursos para a compra de materiais e medicamentos. A dívida com os fornecedores de remédios e materiais está em torno de R$ 50 milhões. Incluindo todos os tipos de despesas, os débitos estão avaliados em R$ 400 milhões.
Segundo a assessoria da entidade, a Santa Casa se endividou por causa da defasagem nos valores repassados pelo SUS (Sistema Único de Saúde) e tem tentado negociar um aumento de 50% no repasse total à entidade.