O reitor da UFGD, Damião Duque deFarias e o superintendente do HU (Hospital Universitário), Wedson Desidério Fernandes, inauguram sexta-feira (8), às 14 horas, as novas instalações do Banco de Leite Humano do HUGD (Hospital Universitário da Grande Dourados), credenciamento com o Certificado de Excelência na categoria Ouro, classificação máxima emitida pelo programa Ibero Americano de Bancos de Leite Humano, organizador da pesquisa de certificação realizada no ano passado.
Hoje, existem no País 214 bancos de leite humano. Destes, 182 participaram da pesquisa de certificação para o credenciamento, mas somente 115 foram credenciados. Mato Grosso do Sul foi o único estado em que todas as unidades foram credenciadas e receberam o padrão Ouro. Além de serem elementos importantes na Política Estadual de Aleitamento Materno, o serviço oferecido pelos bancos de leite do estado também faz parte das estratégias da Rede Cegonha e está vinculado à redução da desnutrição e mortalidade no período neonatal e infantil na região.
O Banco de Leite Humano do HUGD é composto por uma equipe multidisciplinar, formada por nutricionistas, psicóloga, farmacêutica, fisioterapeuta, fonoaudióloga, técnica em enfermagem, técnica em banco de leite e médico responsável. O dia 8 de agosto marca o encerramento da semana de atividades que estimulam ao aleitamento materno.
Desde que começou a funcionar no HU, a equipe do Banco de Leite Humano já realizou quase mil consultas individuais para ordenha e mil visitas domiciliares, além da coleta de quase 700 litros de leite de um número total de 704 doadoras. Além disso, já foram pasteurizados no local 285,11 litros e distribuídos 524,15 litros de leite. Esse trabalho é realizado em parceria com o Corpo de Bombeiros de Dourados e o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).
A responsável pelo BLH do HU, a nutricionista Rita Mendes, conta que a média de leite processado é de 40 litros por mês, consumidos pelos bebês das UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) e a UCI (Unidade de Cuidados Intermediários) neonatal, priorizando os bebês em risco, ou seja, aqueles que possuem menos de 1,5 kg. A fonte são doadoras internas, as próprias mães, ou doadoras externas, aquelas que têm excedente para doação. "São inúmeras as vantagens e o valor nutricional do leite materno. O bebê que é amamentado pelo leite materno tem menos complicações intestinais e boa digestibilidade", destaca a nutricionista.