O ‘efeito cascata’ da crise financeira do HE (Hospital Evangélico) pode primeiramente atingir a ala de oncologia, conhecida como ‘Hospital de Câncer’, mantida em Dourados com recursos da produção do SUS (Sistema Único de Saúde) e dos convênios.
O alerta é do médico Mário Eduardo, um dos diretores da ala oncológica, diante da ameaça de paralisação das atividades do Evangélico na cidade. “Com esse ‘calote’, a unidade poderá ficar sem receber mais de 1 milhão de reais e se até amanhã [nesta quinta-feira (7)] não receber os repasses, poderá ficar sem pagar a folha dos funcionários”, adverte o médico.
Segundo Mário Eduardo, os créditos que ainda tinha em bancos da cidade estão esgotados para o HE, informação que também foi confirmada por um dos líderes do movimento de servidores do hospital, o enfermeiro Demétrius Pareja, durante entrevista de imprensa no final de julho.
“A história de crises se repete”, lamenta o médico oncologista, lembrando que as pessoas que doam dinheiro "em nome desse hospital" precisam saber que até hoje esse recurso não vem sendo utilizado, segundo Mário Eduardo, para a manutenção e nem para custeio das atividades da unidade.
A ACCGD (Associação de Combate ao Câncer) que arrecada dinheiro em nome da manutenção do ‘hospital de câncer’ de Dourados “poderia dar mais explicações sobre o destino dessas doações, cofrinhos, shows, leilões...”, conclui o diretor da unidade.