A Secretaria estadual de Saúde de Mato Grosso do Sul apresentou hoje (18), através da Coordenadoria Estadual de Vigilância Epidemiológica, o protocolo de vigilância de casos suspeitos de doença pelo vírus ebola. O protocolo foi elaborado em conjunto com o Ministério da Saúde e as secretarias de saúde dos municípios de Mato Grosso do Sul. O objetivo do protocolo é definir as ações e cuidados em casos que possam ser detectados no Estado.
De acordo com a diretora de vigilância epidemiológica da Secretaria, Bernadete Lewandowski, o protocolo servirá de base para as ações de cuidados nos 79 municípios do Estado desde sua detecção, notificação, análise laboratorial e encaminhamentos a hospitais. Mais cedo, o Ministério da Saúde negou, em nota, eu haja riscos da doença ter chegado ao Brasil.
“São as primeiras ações definidas para Mato Grosso do Sul referente ao vírus do Ebola. Após reuniões com o Ministério da Saúde, definimos nove municípios prioritários que farão atendimento aos casos, levando em consideração o fluxo de pessoas e fronteira com outros países. Nestes municípios cada um terá um hospital de referência para atendimento”, afirmou a diretora.
“Priorizamos as nossas fronteiras, pois são os principais locais de fluxo de pessoas. Mesmo que o Brasil não tenha registrado nenhum caso da doença, há a preocupação em nos mantermos preparados para o cuidado imediato, devido aos sintomas graves causados pelo vírus do Ebola”, acrescentou.
Os municípios de referência para os atendimentos serão: Campo Grande, Bela Vista, Bonito, Corumbá, Dourados, Mundo Novo, Ponta Porã, Porto Murtinho e Três Lagoas. Cada secretaria de saúde do município designará um hospital de sua rede como referência para o atendimento dos casos.
Além dos atendimentos médicos, ficarão a cargo da vigilância epidemiológica as investigações que detalharão o histórico de viagem para áreas afetadas pelo vírus, a fim de identificar possível LPI (Local Provável de Infecção). Os contatos de casos suspeitos identificados deverão ser monitorados por 21 dias (período de incubação do vírus) após a ultima exposição conhecida, diz a Secretaria.