Buscar quarta-feira, 2 de setembro de 2026
(67) 99913-8196
Dourados
16°C
Saúde

HU diz que Município deveria criar posto na UFGD

26 de agosto 2014 - 15h52 Por Redação Douranews
HU diz que Município deveria criar posto na UFGD

O enfermeiro Genivaldo Dias da Silva, Chefe da Divisão de Enfermagem do HU (Hospital Universitário) da UFGD e membro dos Conselhos Municipal e Estadual de Saúde, disse ontem (25), em entrevista produzida pela Assessoria de Comunicação Social da Universidade e distribuída à imprensa, que não compete ‘apenas’ à UFGD apresentar a solução para o problema da falta de atendimento médico aos universitários que frequentam diariamente o campus, distante mais de 12 km do centro da cidade.

“O gestor municipal também deverá pensar em um posto de saúde que atenda toda a comunidade circunvizinha”, defendeu o enfermeiro, ao responder à pergunta “Por que os 'holofotes' do problema dessa semana no campus foram para a UFGD?” e “Quais atores deveriam estar envolvidos na questão, além da Universidade?”, formulada pela assessoria da universidade.

A atuação da Universidade está condicionada à parceria no sentido de formar mão de obra especializada para a saúde, como médicos, psicólogos, nutricionistas, entre outras profissões da saúde “e nunca como protagonista na área”, segundo o enfermeiro-chefe do HU. “Não podemos esquecer que todas as políticas de saúde são pactuadas e cada ente tem sua parcela de competências seja nas esferas federal, estadual ou municipal”, definiu.

 “A Universidade expressa sua parceria com políticas assistenciais por estar inserida na micropolítica através do Hospital Universitário, que por meio de contratualização com o gestor local, pactua serviços relacionados à atenção hospitalar de nível secundária e terciária”, observou.

Primeiros socorros

Genivaldo explicou ainda, segundo a assessoria, que o Posto de Primeiros Socorros que a UFGD está prometendo instalar nos próximos dias no campus da Unidade 2 será uUma unidade de atendimento a agravos iminentes à saúde, “com um time de resposta rápida, norteados por protocolos clínicos, baseados em boas práticas e evidência científica, trabalhando em consonância com o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência)”, que segundo ele, seria suficiente para atender aos anseios da comunidade acadêmica.

“Transporte até o hospital é de competência do Samu, regido pela Portaria 2048, de 05 de novembro de 2002, da Política Nacional de Atenção às Urgências. Adquirir uma ambulância obriga que esse veículo saia no sentido de prestar algum tipo de socorro caso haja alguma necessidade de intervenção, seja ela na população circunvizinha, seja na rodovia, o que foge da missão inicial de cobertura da comunidade acadêmica”, afirmou.