O ovo é um alimento altamente nutritivo. Porém, durante muito tempo ficou em segundo plano nas indicações e preferencias nutricionais, uma vez que seu consumo associou-se à maior possibilidade de hipercolesterolemia, o popular “colesterol alto”.
No entanto, nos últimos anos houve uma mudança conceitual importante. O ovo fez um “upgrade” significativamente interessante, ganhou o honroso título de “saudável” e atualmente é consumido por pessoas de todas as idades, em todos os cantos do mundo.
Estudos recentes demonstraram, por exemplo, que o colesterol LDL (o considerado “ruim”) contido na gema é pouco e insuficiente para ser o responsável pelo aumento da incidência de doenças cardiovasculares na população. Outros fatores, atuando em conjunto, têm importância mais relevante, como a genética e o estilo de vida de cada um, aí incluídos o sedentarismo e a alimentação inadequada, rica em gorduras de todos os tipos ou carboidratos e pobre em fibras, verduras, legumes e frutas. A gema, sozinha, não teria destaque significativo. Além disso, na gema há também o HDL (o colesterol “bom”) que, ao contrário, limpa as artérias e protege o organismo.
A clara, por sua vez, está no foco de interesse de muitas pessoas, pois é basicamente constituída por uma das proteínas mais importantes e vitais para todos nós: a albumina.
Várias são as motivações que fazem as pessoas se interessarem especificamente pelos ovos na alimentação cotidiana. Atletas ou indivíduos que querem ganhar massa muscular e ter um corpo bem definido buscam na clara a quantidade de proteínas de que precisam. Há alguns vegetarianos que optam pelo ovo como única fonte proteica. Crianças, em geral, o adoram. Algumas querem ovo todos os dias, como mostra a colunista Ana Escobar, em página do G1.