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Indiano desenvolve pesquisa farmacológica na UFGD

12 de dezembro 2014 - 11h18 Por Redação Douranews
Indiano desenvolve pesquisa farmacológica na UFGD

A UFGD recebeu na semana passada, pelo Lacob (Laboratório de Catálise Orgânica e Biocatálise) da Facet (Faculdade de Ciências Exatas e Tecnologia), o pesquisador indiano Ramesh Katla, que realizará estágio pós-doutoral na Universidade pelo período de três anos.

A pesquisa de Ramesh estuda o desenvolvimento de catalisadores para a síntese de compostos alfa, beta diaminoácidos não sintéticos. Esses compostos são encontrados em diversos medicamentos e em produtos naturais utilizados, por exemplo, para o tratamento de hipoglicemia. Para a obtenção desses compostos e de possíveis novos fármacos, o pesquisador irá utilizar uma técnica que vem ganhando destaque tanto no meio acadêmico quanto no industrial: a flow chemistry, ou química em fluxo.

Este é um processo limpo e ambientalmente correto, pois, ao diminuir as etapas para a obtenção do composto final, produz menos quantidades de subprodutos, não necessitando, por exemplo, utilizar solventes que agridem o meio ambiente. Além disso, pode ser aplicado mais rapidamente, em escala industrial, o que possibilita a transferência da tecnologia ao setor industrial com mais facilidade.

Um dos principais objetivos da internacionalização da educação superior no Brasil é desenvolver parcerias estratégicas para o desenvolvimento do ensino e da pesquisa e para a divulgação das potencialidades das instituições brasileiras no exterior.

O projeto de pesquisa é coordenado pelo professor Nelson Luís de Campos Domingues, coordenador do Lacob, e foi aprovado no edital “CNPq Atração de Jovens Talentos – Pesquisador Colaborador no Brasil – BJT”, que proporciona a bolsa de pós-doutoramento. Ramesh Katla foi contemplado com a bolsa BJT nível A, ficando entre os treze únicos bolsistas desse nível em todo o Brasil.

“É um grande avanço para o nosso grupo de pesquisa ter a oportunidade de interagir com pesquisadores internacionais com excelentes currículos. Ele e nós cresceremos com essa experiência de internacionalização”, afirma o professor Nelson Luís.