O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) anunciou ontem (5), ao receber o prefeito de Dourados, Murilo Zauith (PSB), na Governadoria, que a construção do HRD (Hospital Regional de Dourados), lançada na segunda metade de dezembro pelo ex-governador André Puccinelli (PMDB), não é a prioridade do momento. As movimentações em torno dessa obra estão suspensas temporariamente, de acordo com o governo estadual.
Segundo Azambuja, existem ações prioritárias voltadas para a saúde do município, entre elas a abertura de um hospital já concluído para disponibilizar a realização de cirurgias eletivas para a região de Dourados. A iniciativa tem como objetivo disponibilizar em curto prazo atendimentos para a população. Essa possibilidade será analisada em parceria entre o Governo do Estado, município e Ministério da Saúde. De acordo com o governador Reinaldo Azambuja, a estimativa é de que as equipes das Secretarias estadual e municipal de Saúde de Dourados se reúnam com o Ministério da Saúde para debater a abertura do hospital.
Projetos à longo prazo, como a construção do Hospital Regional de Dourados, passarão por uma revisão contratual, conforme Reinaldo já havia afirmado durante a campanha eleitoral. O governador reafirmou que a prioridade será a estruturação das instituições de saúde já existentes.
Assim como no Aquário do Pantanal, a ideia, segundo o governo do Estado, é avaliar a obra, para depois retomá-la. Na construção do Hospital de Dourados, por exemplo, foram empenhados 22 milhões e gastos já R$ 550 mil, segundo o grupo de engenharia responsável pela construção. O governo afirma que ela deve ser retomada, após avaliação, como o que vem sendo feito em todos os outros empreendimentos autorizados pelo governo anterior.
Azambuja disse que a prioridade é investir em atendimento, ao invés de obras que podem demorar ‘dois anos para serem concluídas’. A intenção, conforme anunciado na manhã desta segunda-feira, é abrir novos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), concluir convênios com dois hospitais em Dourados, e estimular um pacto de atendimento para às emergências.