O médico Mário Eduardo Rocha Silva, um dos cinco profissionais que respondem pelo comando do Hospital do Câncer em Dourados, a ala oncológica que funciona junto ao HE (Hospital Evangélico), promete continuar a campanha de recuperação da imagem e dos créditos CTC (Centro de Tratamento do Câncer) no Município.
Nesta sexta-feira (9), Mário Eduardo lançou a campanha “adote um boleto”, convocando lideranças da sociedade a ajudarem a custear as despesas com aquisição de produtos, como insumos e medicamentos, utilizados no tratamento de pacientes de toda a região que recorrem a Dourados nessa condição.
“Já que a ACCGD (Associação de Combate ao Câncer da Grande Dourados) diz que não mantém o hospital de câncer, precisamos do socorro da comunidade, porque senão o CTC vai continuar com as portas fechadas”.
O médico estranhou, ainda, a divulgação, via alguns órgãos de comunicação, de que a ACCGD não tem compromisso com o pagamento das contas de luz água nem de telefone, insumos, folha de pagamento e aluguel do espaço. “Eles mantém o que, então, arrecadam pra que, que medicamentos fora da lista do SUS eles compram, quem é que faz a receita, quem são os beneficiados?”, indaga Mário Eduardo.
Esta semana, o oncologista chegou a ser interpelado pelo MPE (Ministério Público Estadual) para esclarecer a origem das dívidas que ele afirma serem superiores a R$ 400 mil para o custeio da unidade de tratamento do câncer. E voltou a perguntar quais os critérios são adotados pela Associação de Combate ao Câncer para atender às pessoas, a partir das campanhas de arrecadação realizadas pela diretoria. “Onde são publicados os balancetes contábeis, cadê a prestação de contas?”, indagou o médico.
Segundo ele, há muitas questões que precisam ser esclarecidas. “Há que se ter transparência para cumprir os ideais para os quais [a ACCGD] foi criada”, conclui.