O sistema de classificação de risco implantado na UPA 24 Horas está contribuindo para agilizar o atendimento dos pacientes que procuram a nova unidade de atendimento em Dourados. A identificação é feita por pulseiras coloridas, assim que a pessoa dá entrada na unidade, conforme portaria do Ministério da Saúde. A unidade de pronto atendimento de Dourados começou a funcionar no dia 18 de dezembro.
Como a UPA 24h é uma unidade que caracteriza urgência e emergência, a fila de espera é zero, explica a assessoria da Secretaria municipal de Saúde. Isso porque o paciente chega e, logo após preenchida a ficha de identificação, é imediatamente encaminhado para a sala de ‘classificação de risco’, onde é atendido por um enfermeiro.
O objetivo, além de identificar os pacientes prioritários, é de também facilitar o olhar de toda a equipe de enfermagem e médica no que diz respeito a identificação dos pacientes cuja prioridade é definida pela cor da pulseira, que ele recebe logo após o diagnóstico.
Essas pulseiras podem ser nas cores azul, verde, amarelo ou vermelho. No caso do paciente com a pulseira verde, representa que ele não corre risco de morte, podendo ser atendido sem prioridade. Quanto aos pacientes identificados com a pulseira azul, são aqueles que nem deveriam procurar a emergência, mas um posto de saúde na própria comunidade.
No caso de receber pulseira amarela ou vermelha, é porque necessita de atendimento de emergência ou de urgência, por isso torna-se um paciente preferencial, pois corre risco de morte. Esse paciente é imediatamente encaminhado para o médico que vai avaliar e tomar as providências necessárias.
Dependendo das necessidades do paciente, esse é transferido para um dos hospitais de referência em Dourados: casos de oncologia, cardiologia e UTI são encaminhados para o Hospital Evangélico; de fraturas, ao Hospital da Vida; e os casos de internações, para o Hospital Universitário, em Dourados ou o da Sias, em Fátima do Sul.
Caso a classificação de risco seja baixa, dependendo do caso, como uma dor de cabeça, por exemplo, esse paciente poderá ficar em observação na própria UPA, até que o estado dele seja estabilizado. Após esse período o paciente tem alta médica, é medicado e é orientado a continuar com o tratamento na unidade de saúde do bairro mais próximo de onde residir.
Alta demanda, sem tumulto
Além desse procedimento imediato que envolve a classificação de risco, na UPA os pacientes ainda têm a disposição outros procedimentos, que servem de suporte para a equipe médica, como o diagnóstico por imagem, ultrassonografia, eletrocardiograma, raio X, diagnósticos laboratoriais, consultas médicas, curativos, transferência de pacientes, além das pequenas internações.
O movimento na UPA 24h de Dourados, que atende também pacientes da região, continua com grande rotatividade, mas não existe tumulto, segundo a assessoria. Desde o inicio dos atendimentos, em dezembro do ano passado, até o segundo domingo (11) deste mês, foram feitos 6.606 procedimentos, incluindo classificação de risco adulto e infantil, consultas médicas, medicação, suturas curativos, transferência de pacientes, eletrocardiograma, raio X, ultrassom e exames laboratoriais.
Com a nova organização da saúde em Dourados, o prefeito Murilo Zauith (PSB) diz que o atendimento à saúde pública ganha agilidade em Dourados. Além da UPA, nos bairros funcionam os postos de saúde da Seleta e do Parque das Nações II até às 23 horas, todos os dias, como medidas que desafogam e facilitam o atendimento à população.